Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

VICIAVA CARTÕES DE CRÉDITO

Um homem, empregado numa loja de um grande espaço comercial de Lisboa, foi detido, terça-feira, pela PJ, no âmbito de uma operação com vista ao desmantelamento de uma rede internacional responsável por fraudes com cartões de crédito, que permitiam a sua utilização em Portugal, Espanha e Reino Unido.
7 de Fevereiro de 2003 às 00:00
A operação foi desencadeada pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira e, até ao momento, foi possível determinar que o indivíduo detido foi responsável pela recolha de dados de 17 cartões de crédito diferentes e por um prejuízo patrimonial superior a 25 mil euros.

“Não foi uma das operações mais importantes no género, mas foi mais uma a somar a dezenas de investigações, dezenas de detenções e centenas de cartões apreendidos”, sublinhou ontem, em conferência de Imprensa, o responsável pela operação e coordenador de investigação criminal da PJ, Pedro Felício.

“A detenção do indivíduo permitiu a extinção da célula que, por um período superior a um ano, de forma continuada e ininterrupta, alimentou a rede internacional” garantiu o inspector-chefe da 3.ª brigada da PJ, Raul Fuertes.

Quanto à forma de actuação da rede, aqueles responsáveis da PJ referiram que, numa primeira fase, os dados constantes dos cartões eram recolhidos pelo indivíduo detido, então empregado numa loja de um grande espaço comercial, em Lisboa, a partir dos talões de compras efectuadas pelos legítimos titulares dos cartões de crédito.

Depois, outros elementos ligados à rede procediam à aquisição dos mais diversos bens ou serviços através de utilizações não presenciais, nomeadamente pela digitalização manual dos dados dos cartões – sistema ‘key enter’, compras por via telefónica e compras via Internet.

Embora não tenha divulgado outros números para além dos 478 casos detectados em 2002 de utilização fraudulenta de cartões de crédito, a PJ teme que aquele número possa crescer, e muito, se as pessoas não passarem a ter um maior cuidado, mesmo correndo o risco de poderem ser chamadas de “desconfiadas”.

Quanto às entidades patronais que desenvolvam actividades comerciais de contacto com o grande público, a PJ apela para a necessidade de uma maior fiscalização sobre, não só essas utilizações, mas, igualmente sobre todo o tipo de talões e recibos em que fiquem registadas todas essas utilizações.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)