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Correio da Manhã

Portugal
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Vidas em perigo por fugas de gás

Das 50 instalações de gás verificadas pelos técnicos da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO), na área de concessão da Portgás (que abrange o Porto mas também os distritos de Braga e Viana do Castelo), 20 revelaram riscos iminentes para os moradores, devido à gravidade dos defeitos encontrados. Noutras 22, os problemas não eram tão graves, mas apenas oito das instalações cumpriam integralmente a lei.
23 de Maio de 2007 às 00:00
As instalações de gás domésticas vão ser inspeccionadas em todo o País
As instalações de gás domésticas vão ser inspeccionadas em todo o País FOTO: Cláudio Garcia
“A verdade é que em 20 das situações, os defeitos eram críticos, pelo que estão a colocar as pessoas perante riscos de acidentes de muita gravidade”, confirmou ontem ao CM Teresa Belchior, da DECO, após a divulgação dos resultados apurados pela iniciativa da associação e cujas conclusões vão ser publicadas na edição de Junho da revista PRO TESTE.
Teresa Belchior sublinha que a situação é tão mais preocupante quanto é certo que há várias entidades que têm de assumir responsabilidades por esta situação. “A distribuição é da Portgás mas a instalação e a inspecção pertencem a outras entidades, sendo que a inexistência de uma fiscalização permite que o problema continue. “Ou as inspecções não emitiram certificados e nem por isso a Portgás deixou de fazer o abastecimento, ou então foram assinaladas situações a corrigir antes do fornecimento que não foram cumpridas. Quem assume a responsabilidade?”, pergunta a responsável da DECO?
PORTGÁS CONTESTA RESULTADOS
A DECO contactou o Ministério da Economia e o secretário de Estado do Comércio e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, que ontem mesmo anunciou ir proceder a uma fiscalização extraordinária das instalações de gás no País. Também houve uma reunião com a Portgás, empresa (que conta com 170 mil clientes) que, conforme disse Teresa Belchior, “ficou espantada com a dimensão do problema, o que não deixa de ser estranho”. Todavia, ontem, a Portgás considerou em comunicado que os resultados do estudo da DECO “não são representativos da realidade” e que o abastecimento “só é iniciado perante a apresentação de um certificado de inspecção credenciada”.
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