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Correio da Manhã

Portugal
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Vídeos de menores tramam polícia

Agente apanhado após ter posto o computador para arranjar.
Magali Pinto 10 de Julho de 2017 às 01:30
Detenção
Computador
PSP
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O agente da PSP agora reformado estava acusado de quase mil crimes de pornografia de menores. Mas um coletivo de juízes do tribunal de Setúbal entendeu que o que estava em causa era um crime de trato sucessivo, o que fez com que o agente - que estava em prisão preventiva até conhecer o acórdão - fosse condenado a uma pena suspensa de 10 meses de prisão.

Está ainda obrigado a pagar 1500 euros a uma instituição de cariz social e a submeter-se a tratamento psiquiátrico no âmbito da sexologia.

O Ministério Público não se conformou e apresentou recurso para o Tribunal da Relação de Évora, admitindo que o polícia devia responder por cada um dos crimes. O MP acrescentava: "Ainda que o arguido não seja o abusador que surge nos ficheiros, a sua conduta não é menos censurável, porque a verdade é que alimenta toda uma indústria de exploração de crianças".

Ainda assim, os juízes desembargadores entendem que deve manter-se a pena do tribunal de Setúbal. "Deverá ser dada uma oportunidade de o arguido arrepiar o caminho traçado até aqui, interiorizando o malefício da sua conduta", consideram os desembargadores.

O polícia foi apanhado há cerca de dois anos quando colocou um computador para arranjar numa loja de informática e o técnico denunciou o caso depois de ver os ficheiros. O agente ainda frequentou o curso de Direito que acabou por não concluir. Depois de se reformar começou a ficar muitas horas na Internet.

O agente não tem antecedentes criminais e conta com o apoio da mulher e da filha.
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