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Correio da Manhã

Portugal
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VIGILANTE MORTO A TIRO

Um vigilante de uma reserva de caça de Valença foi morto a tiros de zagalote, na noite de sexta-feira, alegadamente por um caçador furtivo que se dedicava à caça ilegal de javalis em terrenos daquela associação, em Gondelim, freguesia de Cerdal.
4 de Janeiro de 2004 às 00:00
O crime ocorreu pelas 22h40, quando Fernando Couto Carvalho, de 38 anos, casado e pai de uma filha de 11 anos, efectuava a habitual ronda pela zona privada da Associação de Tiro, Caça e Pesca ‘Contrasta’, acompanhado por mais dois colegas.
Os três guardas-florestais auxiliares surpreenderam e mandaram parar quatro indivíduos que se deslocavam num veículo em marcha lenta e que iluminavam o terreno circundante com holofotes, presumivelmente, em busca de peças de ‘caça grossa’.
O veículo imobilizou-se cerca de 15 metros à frente, mas acabou por retroceder a grande velocidade vindo a embater com grande violência num muro, danificando o vidro traseiro e a porta.
Com a violência do embate, uma das portas ter-se-á aberto e um dos caçadores furtivos caiu do veículo e disparou dois tiros, que atingiram o guarda-florestal no peito e na cabeça, provocando-lhe morte imediata. O suspeito saltou depois uma ribanceira e pôs-se em fuga a pé, pelo meio do monte, enquanto os outros três fugiram de carro, em direcção a Paredes de Coura.
Segundo Afonso Domingues, sogro da vítima, os outros dois vigilantes ainda tentaram capturar o fugitivo, mas tendo em conta a gravidade do sucedido optaram por chamar ajuda, mas já era tarde de mais”.
Apesar de pertencer a uma segurança privada, enquanto guarda-florestal auxiliar Fernando Oliveira Carvalho já tinha sido chamado por diversas vezes a colaborar com a polícia florestal na sua área de jurisdição.
Contactado pelo Correio da Manhã, o responsável pela Polícia Florestal de Entre Douro e Minho, António Vivas, disse estar “muito chocado com o sucedido” e revelou que a vítima “era um elemento muito dinâmico, que colaborou para a detenção de vários infractores”.
O responsável alertou ainda para a risco destas rondas, lembrando que “os caçadores furtivos são perigosos”.
OUTROS DADOS
VEÍCULO
Os quatro caçadores furtivos faziam-se transportar num veículo de cor escura, presumivelmente um Fiat Uno, que ficou com o vidro traseiro partido e com uma das portas bastante danificada.
MATRÍCULA
Os guardas-florestais auxiliares, que acompanhavam a vítima, conseguiram tomar nota das letras e de dois algarismos da matrícula do carro dos caçadores, que fugiram em direcção a Paredes de Coura.
JUDICIÁRIA
A GNR local tomou conta da ocorrência, mas o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Braga e pelos Núcleos de Investigação Criminal da GNR de Valença e de Arcos de Valdevez.
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