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Correio da Manhã

Portugal
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Acusados de furtos condenados a 15 anos

Julgados por associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e detenção de arma proibida.
30 de Novembro de 2015 às 10:14
A maioria dos arguidos está em prisão preventiva desde junho de 2013
A maioria dos arguidos está em prisão preventiva desde junho de 2013 FOTO: Vítor Mota

Catorze arguidos foram esta segunda-feira condenados a penas até 15 anos de prisão, pela autoria de dezenas de furtos a residências, falsificação de documentos e detenção de arma proibida, crimes cometidos nos distritos de Lisboa e Setúbal. Os restantes seis foram absolvidos.

Inicialmente, o processo tinha 27 arguidos, mas o coletivo de juízes decidiu separar sete dos envolvidos - por o tribunal não os conseguir notificar ou por desconhecer o seu paradeiro -, ficando o processo principal com 20 arguidos.

Fonte judicial disse à agência Lusa que cinco destes 20 envolvidos estão a ser julgados na ausência, uma vez que o tribunal os notificou, mas estes nunca compareceram em julgamento.

A maioria dos arguidos - todos de nacionalidade georgiana - está em prisão preventiva desde junho de 2013, mês em que ocorreram as detenções.

O despacho de acusação do Ministério Público (MP) sustenta que os principais elementos da alegada rede criminosa criaram "um grupo transnacional organizado com estabilidade e permanência em território nacional, com a finalidade de praticarem furtos em residências como modo de vida".

As dezenas de furtos ocorreram entre 2008 e 2013 nos distritos de Lisboa e de Setúbal. Segundo a acusação, os suspeitos procuraram refúgio em Portugal, na sequência de operações policiais de desmantelamento de grupos idênticos em Espanha, Suíça, Alemanha, Áustria e Itália.

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