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Correio da Manhã

Portugal
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Viola professora à porta de casa

Casada e mãe de duas crianças, uma jovem professora viveu momentos de terror na chegada a casa, domingo de madrugada, em Odivelas.

14 de Outubro de 2010 às 00:30
Vítima foi surpreendida em plena rua e abusada junto às instalações de um jardim-infantil
Vítima foi surpreendida em plena rua e abusada junto às instalações de um jardim-infantil FOTO: simulação direitois reservados

Ao que o CM apurou ontem, a vítima terá sido atacada na rua por um homem, que a agrediu violentamente e violou, sob ameaça, conforme descreveu, já na tarde de terça-feira, à PSP e depois à secção que investiga crimes sexuais da Judiciária.

A mulher estaria a chegar sozinha a casa, em Odivelas, quando foi surpreendida pelo predador sexual, homem que descreve apenas como sendo "negro, alto". Já passava das 05h00, numa zona de arcadas, perto de um jardim-infantil, e a vítima não teve hipótese de se defender ou de pedir socorro – agredida e ameaçada de morte pelo homem que acabou por violá-la em plena rua. Foi esta a descrição que a professora acabou por fazer dois dias depois à polícia de uma noite de horror a alguns metros de casa, onde toda a família dormia.

Afectada psicologicamente, só passadas mais de 48 horas dos crimes decidiu ir à polícia e avançar com uma queixa – levada por uma familiar à esquadra da PSP de Caneças. Os agentes registaram a queixa, pelas 14h00 de terça-feira, e a jovem professora, que não está colocada em qualquer escola actualmente, foi encaminhada ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e submetida a testes que pudessem aferir a violência sexual a que foi sujeita e recolha de vestígios que possam conduzir a PJ à identidade do violador, através do ADN.

De resto, o crime foi participado ao piquete da PJ de Lisboa e já está a ser investigado pela secção especializada em crimes sexuais – a mesma que travou Henrique Sotero, violador de Telheiras, com mais de dez vítimas naquela zona da cidade, entre outros locais, ou o homem conhecido por violador de Benfica, de características idênticas ao suspeito denunciado pela professora de Odivelas: extremamente violento, atacava mulheres jovens sempre de madrugada.

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