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Correio da Manhã

Portugal
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Violada duas vezes

Apanhou duas mulheres sozinhas a caminho de casa, forçou-as a entrar no seu carro e violou-as, nos arredores de Leiria. A mais nova foi abusada duas vezes numa noite. No intervalo, pediu para fumar um cigarro, e a luz do lume permitiu-lhe fixar a cara do agressor.
8 de Setembro de 2010 às 00:30
Rachid, de nacionalidade marroquina, está em prisão preventiva na cadeia regional de Leiria
Rachid, de nacionalidade marroquina, está em prisão preventiva na cadeia regional de Leiria FOTO: Paulo Cunha/Lusa

O suspeito, marroquino de 22 anos entretanto preso por estes crimes, em finais de 2009, tinha julgamento marcado para ontem, no Tribunal de Leiria, mas a audiência foi adiada para 27 de Setembro, por falta do relatório médico requerido pela defesa.

Segundo o Ministério Público, a primeira vítima de Rachid K., uma jovem de 30 anos, foi abordada na madrugada de 28 de Novembro, quando regressava a casa, a pé, depois de ter estado com amigos numa discoteca. Enfiada à força no carro do predador, foi conduzida a um local ermo e violada nos bancos da frente da viatura. No regresso à cidade, o agressor parou para comprar cerveja e a rapariga fugiu.

A 9 de Dezembro, Rachid voltou a atacar. Interceptou outra jovem, de 18 anos, junto ao estádio municipal. Levou-a de automóvel para um eucaliptal, disse-lhe que tinha uma pistola, e violou-a. No final, a vítima pediu-lhe um cigarro e aproveitou para lhe ver melhor o rosto. Pouco depois voltou a ser abusada, de acordo com o MP, no interior do mesmo automóvel.

De regresso a Leiria, e antes de deixar a rapariga em casa, o agressor parou junto a uma máquina multibanco e obrigou-a a levantar 35 euros. A jovem acedeu, temendo que ele estivesse armado. No dia em que fez 22 anos, em Dezembro do ano passado, o suspeito foi detido pela PJ de Leiria, que investiu forte na investigação dos crimes, para impedir o aumento do número de vítimas e evitar o alarme social.

Os dados recolhidos pelos investigadores da Polícia Judiciária revelaram que o arguido "actuava sempre de madrugada, em zonas isoladas e sem público presente".

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