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Correio da Manhã

Portugal
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Violada por pai adotivo telefonou à Judiciária

Rapariga de 15 anos denunciou à PJ abusos que duraram seis meses. Serralheiro foi detido.
Liliana Rodrigues 25 de Maio de 2018 às 01:30
Vítima
Agressão
Abuso sexual
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Abuso sexual
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Agressão
Abuso sexual
Foi adotada por um casal e criada pela família numa freguesia do concelho de Santa Maria da Feira. Há poucos dias, a rapariga, de 15 anos, não aguentou mais ser violada pelo pai adotivo. Telefonou a pedir ajuda à Polícia Judiciária do Porto. Relatou o terror que vivia às mãos do homem.

O suspeito, de 42 anos, foi detido na quarta-feira por elementos da PJ do Porto e conduzido ontem à tarde a tribunal para primeiro interrogatório judicial. Porém, apenas hoje serão conhecidas as medidas de coação aplicadas ao serralheiro, que se encontra indiciado por um crime de abuso sexual de menor dependente, punível com uma pena de prisão efetiva entre um e oito anos.

Segundo o que a vítima relatou aos investigadores, os abusos por parte do pai adotivo começaram há cerca de meio ano. E a mãe, mulher do arguido, nunca desconfiou, até porque o violador ameaçava a menor para que esta mantivesse tudo em segredo.

Os abusos eram cometidos sempre que a rapariga se encontrava sozinha em casa com o agressor. Ocorriam várias vezes por semana. Por isso, a menina não conseguiu quantificar as vezes que foi violada pelo homem a quem o Tribunal de Família e Menores a entregou.

Assustada com a possibilidade de poder vir a ser institucionalizada, a vítima foi mantendo em segredo os abusos do serralheiro. Nem às amigas contou o que se passava, até pedir ajuda à Judiciária. Foi já sujeita a perícias médico-legais.
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