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Correio da Manhã

Portugal
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Violador ataca menina

Uma menina de 12 anos evitou ser molestada por um homem – que teria a intenção de a sequestrar e violar – ao pontapear o agressor e pedir socorro, no trajecto que efectuava ontem entre a escola e a sua casa, nas Caldas da Rainha.
14 de Março de 2007 às 00:00
A menina foi assistida no hospital e regressou para junto dos familiares
A menina foi assistida no hospital e regressou para junto dos familiares FOTO: Carlos Barroso
A pré-adolescente, que frequenta o 5.º ano na Escola Básica Integrada de Santo Onofre, caminhava sozinha, pelas 13h30, quando foi abordada na Avenida Timor Lorosae, próximo da EDP, por um indivíduo junto a uma carrinha – de caixa aberta branca, com um toldo cinzento –, encostada na berma da estrada.
“Ele saiu do carro, com a braguilha das calças aberta e com o ‘instrumento’ de fora, agarrou-lhe no braço e disse-lhe: ‘Nunca tinhas visto nada disto? Vais ver agora!’”, contou uma familiar.
A rapariga conseguiu defender-se – “deu-lhe um pontapé nas partes!” – e o homem “largou-lhe o braço”, ao mesmo tempo que gritava: “Deste-me um pontapé! Está a doer-me!”. A aluna, bastante transtornada, começou a gritar por ajuda, o que alertou uma mulher que passava a pé. Nessa altura, o agressor pôs-se em fuga na carrinha.
Quando chegou a casa, e depois de a mãe saber do sucedido, foi transportada pelos Bombeiros Voluntários ao Hospital das Caldas da Rainha, devido ao estado de nervosismo e de choro em que se encontrava. Apresentava também um hematoma num braço, devido ao “forte puxão que o homem lhe deu.
Após ter sido assistida, ficou mais calma e deslocou-se com a mãe à esquadra da PSP, ao final da tarde, onde formalizou uma queixa, descrevendo os acontecimentos. Ao princípio da noite, encontrava-se em casa com familiares e aparentava estar a superar do estado de choque em que ficou.
“Ela disse que, naquela altura, pensava que já não iria ver mais o pai e a mãe”, contou a familiar, adiantando estar convencida de que a menor irá conseguir ultrapassar a situação, sem ter de recorrer a apoio psicológico.
Os familiares esperam que o relato da “tentativa de sequestro e de violação ”possa alertar outras alunas e encarregados de educação para fornecerem pistas à PSP que levem à descoberta do seu autor. O indivíduo estaria à espera há algum tempo que as raparigas saíssem da escola para consumar as suas intenções, apesar de se encontrar numa zona com bastante tráfego automóvel, por ser uma via circular à cidade.
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