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Correio da Manhã

Portugal
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Violador de Telheiras: “Quero estar longe no dia da sentença”

"Sei que vou ser condenado. Não quero ser filmado nem fotografado. Quero estar longe nesse dia [da leitura da sentença]", afirmou ontem Henrique Sotero, na última sessão de julgamento, no Campus da Justiça, em Lisboa.

16 de Julho de 2011 às 00:30
Sotero voltou a confessar crimes na última sessão do julgamento
Sotero voltou a confessar crimes na última sessão do julgamento FOTO: Vasco Neves

Um ano e quatro meses após ter sido preso pela Judiciária de Lisboa, o violador de Telheiras – que atacou 14 raparigas, obrigando doze delas a fazer-lhe sexo oral – viu todos os advogados das vítimas pedirem 25 anos de cadeia.

O advogado de Defesa, José Pereira da Silva, criticou a pena pedida pela acusação, dizendo que "Sotero não é homicida", embora reconheça que "é imputável e merece ser punido". O causídico acredita que o violador pode ficar "curado dos impulsos", uma vez que está a ser medicado por um psiquiatra.

Henrique Sotero não vai estar presente na leitura da sentença a 13 de Setembro. O pedido do violador surgiu no final das alegações finais e foi aceite pelo colectivo de juízes. Sotero voltou a falar na sala de audiências e tornou a pedir desculpas às vítimas.

"SÓ LHES QUERIA PEDIR DESCULPA POR TUDO"

Calmo e sereno, Henrique Sotero só levantava a cabeça e olhava para os advogados quando ouvia os pedidos para uma pena de 25 anos de prisão efectiva. Ontem não perdeu a oportunidade para esclarecer porque enviou uma carta a todas as menores, na altura do Natal: "Só lhes queria pedir desculpa pelo que tinha feito e, como as tinha roubado, só tentei repor o dinheiro". Recorde-se que as menores, apavoradas por o predador sexual saber as suas moradas, voltaram precisar de acompanhamento psicológico.

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