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Correio da Manhã

Portugal

Violei, matei e escondi o corpo

Violou, matou e escondeu o corpo. Pelo menos foi esta a mensagem que um desconhecido escreveu a vermelho nas traseiras de um autocarro, estacionado no terminal do Barreiro. Um recado que a PSP suspeita ter sido escrito a sangue e que só as investigações da Polícia Judiciária (PJ) poderão confirmar.
14 de Julho de 2005 às 00:00
No chão, foram encontradas manchas que se suspeita serem sangue
No chão, foram encontradas manchas que se suspeita serem sangue FOTO: Jorge Paula
A macabra descoberta foi feita por um motorista da empresa Transportes Sul do Tejo (TST). Segundo o CM apurou no local, os autocarros da TST são os únicos que ficam estacionados durante a noite no terminal rodo-ferro-fluvial.
Quando o trabalhador chegou, pelas 07h00, deparou-se com a mensagem escrita nas traseiras do transporte: “Violei, matei e escondi o corpo.”
A PSP do Barreiro foi chamada de imediato. Quando os agentes chegaram ao local depararam-se com um pormenor ainda mais mórbido.
“O ‘produto’ utilizado na mensagem parecia-se com sangue. No chão estavam várias pingas do mesmo produto”, disse uma fonte policial contactada pelo CM.
O local foi vedado de imediato e o autocarro levado para uma garagem da empresa até à chegada da PJ.
O mistério adensa-se quando a polícia começa a fazer contactos para as diversas forças de segurança e para as unidades hospitalares e não há notícia de desaparecidos.
“Podem pôr-se várias hipóteses, mas se a PJ confirmar que é sangue, trata-se de algo muito macabro”, acrescentou a mesma fonte.
As diligências da PSP no local também não trouxeram mais detalhes. Segundo a polícia, ninguém viu nada nem ninguém se apercebeu de algum acto suspeito.
O próprio sistema de vigilância do terminal não captou imagem alguma porque, segundo apurou o CM, nem sequer estava a gravar.
A hora em que a dita mensagem terá sido escrita também continua uma incógnita. Aparentemente, caso o ‘produto’ fosse tinta, estaria ainda bem visível no chão ao final do dia de ontem. O que não acontecia.
Os passageiros que de manhã apanharam um meio de transporte no Barreiro e se depararam com aquele cenário misterioso, no regresso voltaram a confrontar-se com a presença da polícia.
É que, ao final da tarde, os inspectores da PJ ainda não tinham chegado ao local. O CM esteve no terminal rodo-ferro-fluvial pelas 18h00 e o lugar onde estava estacionado o autocarro em questão continuava vedado – devido às manchas que se supõe serem de sangue.
Contactada pelo nosso jornal, para perceber por que é que os elementos da Judiciária demoraram tantas horas a comparecer, a PJ de Setúbal recusou-se a tecer qualquer comentário. A investigação sobre o produto utilizado para escrever a mensagem vai ser fundamental para desvendar o mistério.
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