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Correio da Manhã

Portugal
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Visibilidade restrita durante queda de helicóptero em Castro Daire

Aparelho "terá voado lateralmente em direção aos cabos aéreos" de uma linha de transporte de energia elétrica.
31 de Agosto de 2017 às 15:39
Américo Sousa era o piloto da aeronave que se despenhou
Local onde caiu o helicóptero
Américo Sousa era o piloto da aeronave que se despenhou
Local onde caiu o helicóptero
Américo Sousa era o piloto da aeronave que se despenhou
Local onde caiu o helicóptero
O céu estava "praticamente limpo", mas a visibilidade "era restrita por causa de fumo ligeiro leve" aquando a queda do helicóptero que combatia o incêndio em Cabril, no concelho de Castro Daire, que provocou a morte do piloto.

A descrição consta de uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) alusiva ao acidente ocorrido cerca das 11h20 de 20 de agosto, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O GPIAAF refere que, após uma segunda descarga de água, "quando se afastava em ascensão do local", o helicóptero AS 350 "terá voado lateralmente em direção aos cabos aéreos" de uma linha de transporte de energia elétrica, "tocado com o rotor traseiro e, em seguida, com o rotor principal".

"Os cabos foram cortados com o impacto das asas rotativas e o helicóptero sofreu uma perda de controlo, voando em direção ao terreno. O AS 350 tocou no solo e incendiou-se, sendo que o piloto sofreu ferimentos fatais e faleceu junto aos destroços", acrescenta.

Segundo o GPIAAF, nessa altura "o céu apresentava-se praticamente limpo, a visibilidade era restrita por causa de fumo ligeiro leve e a temperatura do ar era de 34ºC".

O helicóptero operado pela Everjets tinha saído às 10h52 da base de Armamar para apoiar o incêndio na freguesia de Cabril, transportando uma equipa de cinco elementos do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS).

Ao chegar ao local, onde "o terreno é muito acidentado", a equipa do GIPS desembarcou "e a aeronave dirigiu-se para o ponto de recolha de água, encheu o balde e voltou para a primeira descarga", pode ler-se na descrição.

"Após esta operação de descarga, o helicóptero seguiu para novo enchimento de balde. Ao retornar, efetuou a segunda descarga", ocorrendo o acidente quando "se afastava em ascensão do local", acrescenta.

O helicóptero foi transportado para o hangar do GPIAAF em Viseu, onde será dado seguimento ao processo de análise e investigação.

O GPIAAF esclarece que esta informação "tem caráter provisório" e que "a investigação de segurança não tem por objetivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas, e apenas, a recolha de ensinamentos suscetíveis de evitarem futuros acidentes ou incidentes".
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