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Correio da Manhã

Portugal
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Vítima de agressão vivia em terror

Teresa Santos viveu 18 anos de horror com ex-companheiro. Há três semanas foi esfaqueada.
6 de Fevereiro de 2014 às 16:25
Carlos Rosa ficou em prisão preventiva. Teresa está estável
Carlos Rosa ficou em prisão preventiva. Teresa está estável FOTO: Carlos Barroso

Foram 18 anos de horror, os que Teresa Santos passou com o ex-companheiro, Carlos Rosa, ambos de 42 anos. Anteontem, na Nazaré, o homem esperou-a, regou-a com um ácido inflamável e deitou-lhe fogo com um isqueiro. A mulher tinha conseguido arranjar coragem para o deixar e estava, há dois meses, a viver em casa de António João Maranhão, na Nazaré. "Dei-lhe a mão e tentei ajudá-la e protegê-la", contou ao CM. Apesar disso, o ex-companheiro conseguiu, há três semanas, agredir a mulher com uma faca, ferindo-a no pescoço e nas costas. Carlos Rosa vai aguardar julgamento em prisão preventiva por decisão do juiz.

Com cerca de 20% do corpo queimado, a mulher foi transportada à Unidade de Queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra onde, ontem, se encontrava, segundo fonte médica, "ventilada e estável".

"Ela trabalhava para ele. Ele ameaçava que a matava e não queria que ela falasse com ninguém nem que fizesse amizades", revelou António João, contando ainda que, ao longo dos anos, a mulher, natural da zona de Tomar, "foi espancada muitas vezes e até ameaçada de morte com uma pistola".

Maria Teresa e o ex-companheiro têm dois filhos menores, de 10 e 12 anos, que estão a cargo de uma instituição nas Caldas da Rainha. Terá sido aí que a mulher se dirigiu, anteontem, para reunir com técnicas da Segurança Social e pedir que os filhos lhe fossem entregues. Foi acompanhada pelo filho do atual companheiro. O jovem terá tentado apagar o fogo, com o seu próprio casaco, enquanto telefonava ao pai, dando-lhe conta do caso.

"Foi um terror. Agora, que ela começava a sentir-se feliz, vem ele e faz uma coisa destas", afirmou António João.

terror regou ácido
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