A mulher que acusa o marido de a ter forçado a participar em orgias, inclusive com José Castelo Branco, terá aliciado a própria cunhada – casada com o seu irmão – para uma relação sexual lésbica. Em troca, disse a testemunha Sandra Sousa, ontem, em tribunal, a mulher do empresário de Famalicão que está a ser julgado dava roupas de luxo à cunhada. Sandra revelou ainda que os encontros sexuais das duas foram fotografados – e disse que estava a ser ameaçada com a revelação das imagens.
Também ontem foi confirmado em tribunal que a alegada vítima de violência doméstica pediu ao irmão, Mário Barbosa, que destruísse por vingança o carro do companheiro. A revelação já fora feita pelo próprio – e agora é confirmada por Jorge Silva, o motorista do casal.
Em casa da mulher, que ontem não esteve presente no tribunal, a Polícia Judiciária apreendeu seis engenhos explosivos, conforme consta da acusação. Ainda em fase de inquérito, Mário contou aos inspectores o pedido feito pela irmã. Aquela quis que o Mercedes fosse destruído mas não queria que o marido, João Ferreira, estivesse lá dentro.
Aos juízes, a testemunha confirmou as declarações. E também o motorista do casal contou episódios da vida de ambos. Jorge Silva afirmou que sempre teve uma boa relação com o empresário – e terá até alertado João Ferreira para os comportamentos estranhos da mulher, como a intenção de explodir o carro.
Sandra Sousa – mulher de Mário e cunhada da alegada vítima – adiantou estar a ser ameaçada pelo conteúdo de fotos comprometedoras com a cunhada, imagens que foram juntas ao processo. Foram também conhecidos os resultados das perícias psiquiátricas feitas a João Ferreira. Apesar de imputável, sofre de parafilia – comportamento que envolve paranóias sexuais.
ALICIADA PARA ENCONTROS EM TROCA DE ROUPAS CARAS
Apesar do depoimento da cunhada Sandra Sousa, a alegada vítima mantém a sua versão original: foi coagida pelo marido a entrar em orgias violentas. No entanto, Sandra confirmou ontem que era a própria mulher quem a aliciava para os encontros sexuais, em troca de roupas compradas nas lojas mais caras de Famalicão. A suposta vítima continua, ainda agora, a ser cliente assídua desses espaços comerciais luxuosos.
Até agora, a mulher tem surgido no tribunal acompanhada de dois ou mais seguranças. Afirma que tem medo e teme pela vida. Durante as sessões em que foi ouvida pelo colectivo, contou episódios do namoro e do casamento de 20 anos com o arguido, João Ferreira. Afirmou que as agressões começaram ainda nos primeiros anos de relação e que sempre viveu aterrorizada por João Ferreira, que a obrigava a ter sexo violento.
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