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Correio da Manhã

Portugal
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Vítima de Paulo Pereira Cristóvão conta terror em roubo

Empresário diz ao tribunal que agentes da PSP lhe invadiram a casa e apontaram armas à filha e à namorada.
João Carlos Rodrigues 9 de Abril de 2019 às 01:30
Cristiano Martins afirma que família ficou traumatizada devido ao assalto
Pereira Cristóvão diz que devolveu dinheiro à vítima
Cristiano Martins afirma que família ficou traumatizada devido ao assalto
Pereira Cristóvão diz que devolveu dinheiro à vítima
Cristiano Martins afirma que família ficou traumatizada devido ao assalto
Pereira Cristóvão diz que devolveu dinheiro à vítima
"Bateram à porta, disseram que eram da PJ e mostraram um papel, supostamente um mandado de busca, mas nem me deixaram lê-lo. De armas apontadas, foram diretos ao cofre e obrigaram-me a abrir. Tiraram todo o dinheiro, cerca de 145 mil euros, e depois foram-se embora."

O relato é de Cristiano Martins, o empresário que foi – juntamente com a filha de 14 anos e a namorada – a primeira vítima do gang comandado por Paulo Pereira Cristóvão. "Não foi cobrança nenhuma, foi um assalto", garantiu o homem, que ficou sem aquele dinheiro e cheques no valor de dois milhões de euros, que foram queimados depois.

O empresário relatou no Tribunal de Cascais "a meia hora" de terror que viveu naquele dia de fevereiro de 2014. "Apontaram as armas e viraram-me contra a parede. Revistaram-me e tiraram 700 euros que tinha no bolso e a chave do Lamborghini. Do cofre, para lá do dinheiro, levaram ainda as chaves de um Aston Martin, de um BMW X5 e um fio em ouro."

O crime foi cometido por três agentes da PSP – Elói Fachada, Luís Conceição e Telma Freitas –, que usaram as armas de serviço, e por Mário Lopes, um ajudante de serralheiro atualmente a cumprir pena por outros crimes.

O dinheiro foi entregue logo a seguir – tal como foi relatado nas sessões anteriores – a Mustafá, que por sua vez o deixou com Paulo Pereira Cristóvão. Nenhum destes assume ter ficado com o dinheiro, que seria para cobrir uma alegada burla de Cristiano Martins.

"Sei que esse dinheiro nunca foi entregue" ao suposto burlado, assegura o empresário.

PORMENORES
Dinheiro em falta
Cristiano Martins diz que lhe levaram 145 mil euros do cofre. Os envolvidos no crime assumiram ter levado dinheiro, mas só 80 mil euros, que foram divididos entre os operacionais que participaram.

"Devolvi tudo"
Paulo Pereira Cristóvão assume que depois de dividir o dinheiro roubado, no Atrium Cascais, com os cúmplices, ficou com dez mil euros, mas garante que os devolveu mais tarde à vítima.

Armas da polícia
"Não tenho dúvidas em afirmar que eram as armas de serviço da PSP. Estive com elas apontadas à cabeça a dez centímetros", garantiu Cristiano Martins perante o coletivo de juízes e os arguidos.
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