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Correio da Manhã

Portugal
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Vítima em lágrimas ao descrever ataque com água a ferver

Mulher que apanhou com água a ferver atirada pelo então companheiro ficou dois meses internada no hospital.
Tiago Griff 9 de Março de 2017 às 08:24
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Tribunal de Faro
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Tribunal de Faro
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Manuel Carmo começou a ser julgado no Tribunal de Faro pelo crime cometido em 2015, em Olhão
Tribunal de Faro
Começou esta quarta-feira ser julgado Manuel Carmo, de 47 anos, que em dezembro de 2015 atirou água a ferver para cima da então companheira, A.V., de 34 anos, na habitação onde ambos residiam, no bairro do Galinho, em Olhão. O juiz do Tribunal de Faro teve de parar a sessão durante alguns minutos, após a vítima ter começado a chorar ao descrever o estado do corpo após o ataque. O homem diz que tudo não passou de um acidente.

"Estava a dormir e comecei a sentir a parte debaixo do meu corpo a aquecer. Acordei, fui à casa de banho tirar as calças e vi a pele das minhas pernas a formar ondas". Foi nesta altura que A.V. começou a chorar compulsivamente, enquanto descrevia o ataque de que foi vítima na madrugada de 23 dezembro de 2015, o que levou o juiz a suspender a sessão durante alguns minutos enquanto a vítima se recompôs.

A mulher contou que tinha passado o dia a discutir com Manuel Carmo por questões financeiras e disse-lhe que a relação tinha acabado, deixando-o dormir na sua casa apenas mais uma noite. Disse que o então companheiro saiu de casa "para espairecer", mas que regressou por volta da 01h00, com ela a dormir, e foi aí que lhe atirou a água que tinha fervido no fogão. Ficou com queimaduras de 2º e 3º graus no corpo e esteve dois meses internada no Hospital de São José, em Lisboa, a recuperar.

O arguido disse que foi tudo um acidente. Tinha posto a água a ferver para tomar banho, uma vez que a casa não tem esquentador, e, quando se dirigiu para a casa de banho deixou cair a água em cima de A.V.
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