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Correio da Manhã

Portugal
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Vítima quer ver burlões presos

Ficaram em liberdade com a condição de pagar indemnização, mas não terão cumprido.
10 de Junho de 2013 às 01:57

Condenados pela Relação do Porto a penas suspensas de ano e meio de prisão por burla a um cantoneiro, Felismina Pinho, de 58 anos, o marido, José Cazcarra, de 63, e a filha Marisa, 34, ainda não terão cumprido a sentença de 2 de abril, que os obriga a pagar dois mil euros de indemnização. A vítima pede que a família seja conduzida para a cadeia.

"Eu tenho parte do salário penhorado, por causa de créditos que fizeram em meu nome. Eles, que já foram condenados, não pagam e continuam em liberdade", diz Aurélio Pires, de 55 anos, que é cantoneiro da Junta de Arrifana.

O caso remonta a junho de 2006, quando os três arguidos obtiveram – com os documentos de Aurélio, que conseguiram ludibriar – um crédito de 20 mil euros para comprar um Mercedes, em nome do homem que não sabe ler nem escrever e que vive numa barraca. Só não conseguiram porque passaram um cheque sem cobertura para pagar a entrada inicial do veículo. Contudo, a compra do Mercedes foi apenas um dos muitos esquemas montados pela família a Aurélio e que ainda estão sob investigação judicial.

O casal e a filha tinham sido punidos pelo Tribunal de Matosinhos a pagar cinco mil euros, mas recorreram para a Relação que baixou para dois mil. Deveriam pagar 100 euros por mês, mas ainda não cumpriram os pagamentos. Aurélio está de baixa médica há meio ano e diz que precisa do dinheiro para comer.

S. M. Feira burla vítimas Relação do Porto
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