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Correio da Manhã

Portugal
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Vítimas com apoios

Multiplicam-se os apoios aos moradores do prédio afectado pela explosão ocorrida no dia 22 de Novembro em Setúbal, A governadora Civil, Eurídice Pereira, contactou já a Segurança Social no sentido de “ajudar algumas pessoas em situação social mais complicada”, disse ao CM Luís Caturra, porta-voz dos moradores.
3 de Dezembro de 2007 às 00:00
Empregos e créditos bancários estão a ser oferecidos aos afectados
Empregos e créditos bancários estão a ser oferecidos aos afectados FOTO: A-gosto.com
“Alguns moradores estavam com dificuldade em arranjar uma nova casa e há até quem não tenha emprego. Tanto quanto sei, estas situações estão a ser regularizadas”, disse Luís Caturra.
Salientou que a maioria dos moradores apenas conseguiu tirar das suas habitações “algumas coisas de maior valor e meia dúzia de peças de roupa”. Para fazer face a todas estas perdas, alguns dos lesados propuseram a Eurídice Pereira o estabelecimento de ‘situação de calamidade’, o que poderá desbloquear mais apoios. “A governadora Civil disse que ia estudar o assunto”, adiantou Luís Caturra ao CM.
Entretanto, os lesados receberam mais uma boa notícia, já que a Caixa de Crédito da Costa Azul anunciou que vai abrir uma linha de crédito “sem juros e sem spread”, para todas as pessoas afectadas pela explosão ocorrida no edifício n.º 13 da Praceta Afonso Paiva, independentemente de residirem, ou não, no prédio.
“Abrimos uma linha de crédito até um montante de 25 mil euros por pessoa, com 20 por cento à taxa zero e os restantes 80 por cento apenas à taxa da Euribor”, disse à Lusa Jorge Nunes, presidente da direcção da Caixa de Crédito da Costa Azul (antiga Caixa de Crédito Agrícola de Santiago do Cacém), que foi formalmente constituída no sábado.
Aquele responsável frisou que a linha de crédito poderá atingir o montante global de 500 mil euros.
A governadora Civil de Setúbal congratulou-se com a iniciativa, salientando tratar--se de mais uma medida que poderá ajudar a resolver os problemas de centenas de famílias afectadas pela explosão de 22 de Novembro.
“É importante que surjam estas opções, sejam públicas ou privadas, para que as pessoas possam escolher aquelas que melhor servem os seus interesses, porque há pessoas que não têm todas as despesas cobertas pelo seguro ou que nem sequer têm seguro”, acrescentou Eurídice Pereira.
ALARME DE FUGA DE GÁS EM ELVAS
O receio de uma fuga de gás obrigou, ontem de madrugada, à evacuação, como medida de prevenção, de um prédio de oito andares na cidade de Elvas. O alerta foi dado cerca da 1h40, tendo os moradores regressado aos apartamentos às 2h30, depois de uma vistoria ao imóvel ter excluído a existência de uma fuga de gás. “O alerta para os bombeiros de Elvas foi dado pelos moradores, devido a um intenso cheiro a gás no prédio”, disse fonte do Centro Distrital e Operações e Socorro (CDOS) de Portalegre.
Para o local foram mobilizados cinco elementos dos bombeiros de Elvas, auxiliados por três viaturas. De imediato foi efectuada a ventilação do prédio e, em paralelo, o piquete de segurança da empresa responsável pelo fornecimento de gás propano elaborou uma vistoria ao imóvel. “Após as operações efectuadas pelas entidades competentes, que decorreram com normalidade, as pessoas regressaram às suas casas em segurança”, acrescentou a mesma fonte.
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