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Correio da Manhã

Portugal
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Vítimas do fogo de Monchique sem casas reconstruídas

Casas de primeira habitação atingidas por incêndio em 2018 continuam por reconstruir.
Diana Santos Gomez 9 de Março de 2020 às 08:30
Carmina Branco no meio dos destroços da casa onde viveu durante 40 anos na freguesia de Alferce
Carmina Branco no meio dos destroços da casa onde viveu durante 40 anos na freguesia de Alferce FOTO: Pedro Noel da Luz
"Não quero morrer sem ver a minha casa reconstruída". O testemunho emocionado é de Carmina Branco, de 69 anos, uma moradora da freguesia de Alferce que perdeu a sua casa de primeira habitação onde viveu 40 anos, devido ao grande incêndio de Monchique que ocorreu em agosto de 2018.

Segundo Carmina Branco, toda a documentação necessária foi entregue em 2018 na Câmara de Monchique, mas até agora ainda não obteve "resposta com uma data concreta" por parte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) para a reconstrução do imóvel, no âmbito do programa ‘Porta de Entrada’.

Quase dois anos após a tragédia que fez 41 feridos, segundo o CM apurou junto de diversos habitantes que pediram anonimato, ainda "nenhuma habitação terá sido totalmente reabilitada". As circunstâncias obrigaram Carmina a arrendar uma casa.

Apenas em abril de 2019 teve direito a uma comparticipação do IHRU, sendo uma solução provisória pela qual tem de pagar uma pequena percentagem. As entidades "dizem que arranjam" mas "nada foi feito", lamenta a lesada. Após o incêndio em Monchique, o Governo anunciou a atribuição de 2,3 milhões de euros para reconstruir e arrendar casas que tivessem sido destruídas.

Em maio de 2019, o IHRU tinha um total de 38 processos para reabilitação, recebeu 10 pedidos efetivos e só um foi aprovado até essa data. O CM questionou o IHRU mas não obteve nenhuma resposta.
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