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Correio da Manhã

Portugal
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Vive com bebé que abandonou numa caixa de plástico

Edgar Joaquim, o recém--nascido abandonado pela mãe dentro de uma caixa de plástico numa rua de Vila do Conde, em Outubro, foi entregue à guarda dos pais. O bebé, que estava ao cuidado da tia materna, já recebia diariamente a visita da mãe – que mostrou arrependimento pelo abandono, dois dias depois do crime.
18 de Fevereiro de 2012 às 01:00
A advogada Alexandra Sá e a tia do bebé
A advogada Alexandra Sá e a tia do bebé FOTO: Nuno Fernandes Veiga

A decisão partiu da Comissão de Protecção de Menores de Vila do Conde. "O acordo de promoção e protecção do menor, que tinha como medida o apoio provisório junto de outro familiar, neste caso a tia, foi alterado. Fizeram esta semana um novo acordo que aplicou a medida de apoio junto dos pais", contou ao CM Alexandra Sá, advogada da mãe de Edgar Joaquim. Esta medida, tal como a anterior, tem um prazo de seis meses. "Mas tudo indica que este processo seja arquivado. A não ser que os pais tenham um comportamento ameaçador ou atentatório à criança é que a retiram", explicou.

A alteração não apanhou a família de surpresa. "Os pais e os irmãos já conviviam muito com o bebé. Apesar de ser a tia que supervisionava, era a mãe que tratava do Edgar", lembrou Alexandra Sá. A criança, diz, é "normal, superalerta e parecida com a mãe e o pai".

A mãe, que continua com apoio psicológico, ainda não voltou ao trabalho. "Àquele trabalho [numa lavandaria, em Vila do Conde] não irá voltar porque ainda existe muito estigma quanto a este tipo de comportamento. E, por agora, não é o facto de ela trabalhar que faz a família estar mais rica", disse a advogada.

Quanto ao processo-crime, a mulher é arguida por exposição ou abandono desde que confessou às autoridades o que fez.

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