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Correio da Manhã

Portugal
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ZOO DE LAGOS FAZ DENÚNCIA

O director do maior parque zoológico do Algarve acusou ontem o Estado de se desresponsabilizar pela sobrevivência dos animais apreendidos em situação ilegal ou de risco, depositados nos parques privados.
28 de Setembro de 2003 às 00:00
O Zoo de Lagos é depositário de vários animais
O Zoo de Lagos é depositário de vários animais FOTO: d.r.
O director do Zoo de Lagos, Paulo Figueiras, acusou o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) de não garantir o apoio financeiro aos depositários dos animais confiscados, que têm de suportar os custos da sua subsistência.
"Como não tem instalações próprias para esse fim, o ICN procura os parques para encaixotar os animais, mas depois as despesas são todas à conta do depositário", disse, em declarações à Lusa.
"O Estado devia apoiar os parques para onde envia os animais ou então criar um espaço para depositá-los", acrescentou.
Inaugurado há três anos, o parque zoológico de Lagos tem cerca de 380 animais, de 120 espécies, principalmente primatas, embora também existam mamíferos e aves exóticas.
Os animais são oriundos de outros parques zoológicos europeus e alguns foram apreendidos ilegalmente, embora Paulo Figueiras reconheça que esses casos são cada vez menos frequentes, devido ao maior rigor legislativo que existe actualmente.
O Zoo de Lagos é neste momento fiel depositário de uma catatua e um primata apreendidos em situação ilegal pelo ICN, que, por serem animais exóticos, não podem ser devolvidos ao meio ambiente.
Tem também a seu cargo seis gaivotas e três cegonhas que não podem ser devolvidas ao meio ambiente, por estarem irrecuperáveis, feridas ou doentes, mas foi a própria direcção do parque que solicitou ao ICN que enviasse as aves para o Zoo, para evitar que fossem mortas.
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