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Embaixador da UE no Reino Unido confiante de que estatuto diplomático será resolvido

União Europeia tem 143 delegações em todo o mundo, às quais os países anfitriões concederam e aos seus funcionários os privilégios e imunidades dadas a outras missões diplomáticas.

29 de abril de 2021 às 18:50

O embaixador da União Europeia (UE) no Reino Unido, João Vale de Almeida, afirmou esta quinta-feira estar confiante de que o diferendo sobre o seu estatuto diplomático vai ser resolvido "em breve". 

"Como bom português - somos calmos e resilientes -, continuo confiante de que uma solução vai ser encontrada em breve, em linha com a prática internacional, e vamos ultrapassar esta divergência", disse, durante um evento promovido pelo Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu. 

O diário britânico The Times noticiou esta quinta-feira que o Governo britânico está a preparar-se para atribuir o pleno estatuto de embaixador ao diplomata português, o que até agora tinha recusado fazer. 

Em janeiro, tinha argumentado que pretendia garantir "os privilégios e imunidades necessários" para a delegação da UE no Reino Unido desempenhar funções, mas alegava que o estatuto não poderia ser igual porque considerava a UE uma organização e não um Estado. 

A União Europeia tem 143 delegações em todo o mundo, às quais os países anfitriões concederam e aos seus funcionários os privilégios e imunidades dadas a outras missões diplomáticas.

O Times cita uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico referindo que a decisão do gabinete do primeiro-ministro de não conceder plenas credenciais teve um "efeito nocivo" nas negociações entre diplomatas britânicos e Bruxelas. 

Como retaliação, a UE atrasou o processo de acreditação do novo embaixador britânico junto da UE, Lindsay Croisdale-Appleby, e restringiu o acesso e atividade do diplomata, antigo número dois na equipa de negociação para o acordo pós-'Brexit'. 

Quando a situação estiver resolvida, disse hoje Vale de Almeida, "tanto eu como o meu colega que representa o Reino Unido em Bruxelas poderemos contribuir em pleno para a qualidade da relação neste novo ciclo que começa agora". 

O Parlamento Europeu aprovou esta semana o Acordo de Comércio e Cooperação entre União Europeia e Reino Unido, que estabelece o novo quadro de relações entre as duas partes no pós-'Brexit'.

O português disse não ver "razão nenhuma porque esta nova fase da relação com o Reino Unido não seja construtiva, não seja produtiva", mas admitiu que será "complexa, difícil". 

"Vimos de um divórcio, temos de estabelecer um novo equilíbrio na nossa relação. Para isso é que estes tratados são importantes, porque criam mecanismos, criam as instâncias através das quais estou certo que vamos conseguir produzir resultados e encontrar soluções", concluiu.

 

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