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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

China assegura que vai promover abertura de alto nível face às "tarifas intimidatórias" dos EUA

China aumentou esta quinta-feira de 34% para 84% as taxas sobre os produtos provenientes dos EUA que chegam ao gigante asiático, em resposta à tarifa adicional de 50% anunciada por Trump.

10 de abril de 2025 às 09:58

A China afirmou esta quinta-feira que, face às "tarifas intimidatórias" dos Estados Unidos, Pequim vai "promover inabalavelmente a abertura de alto nível", orientada para setores com alto valor agregado, e "injetar mais certeza na economia global".

"Os Estados Unidos anunciaram tarifas abusivas sobre todos os seus parceiros comerciais, incluindo a China, sob vários pretextos. Isto infringe gravemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e afeta a estabilidade da ordem económica mundial. A China condena veementemente e opõe-se firmemente a esta situação", disse um porta-voz do Ministério do Comércio, em conferência de imprensa.

O porta-voz acrescentou que a China, "na qualidade de segunda maior economia do mundo e segundo maior mercado de consumo de matérias-primas" e "face às tarifas agressivas dos EUA", "promoverá inabalavelmente uma abertura de alto nível" e "injetará mais segurança na economia global".

A China aumentou esta quinta-feira de 34% para 84% as taxas sobre os produtos provenientes dos Estados Unidos que chegam ao gigante asiático, em resposta à tarifa adicional de 50% anunciada na terça-feira por Donald Trump, que elevou para 104% o total de taxas cobradas sobre os produtos chineses que entram no mercado norte-americano.

Após o anúncio de Pequim, na quarta-feira, Trump voltou a aumentar as tarifas sobre a China para um total de 125% com efeito imediato, ao mesmo tempo que declarou uma trégua de 90 dias na aplicação da maioria das tarifas sobre os restantes países do mundo anunciadas a 2 de abril.

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo escalou rapidamente, numa altura de grande volatilidade nos mercados e de crescentes apelos internacionais à contenção. A China insistiu que não quer uma guerra comercial, mas que "não tem medo de a enfrentar se necessário".

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