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Arquipélago da Madeira sob aviso amarelo devido ao vento forte

IPMA sublinhou a possibilidade de ocorrência de rajadas de vento até 75 quilómetros por hora.

02 de fevereiro de 2026 às 07:14

O arquipélago da Madeira está, esta segunda-feira, sob aviso amarelo devido aos ventos fortes, alertou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Num comunicado, o IPMA sublinhou a possibilidade de ocorrência de rajadas de vento até 75 quilómetros por hora (km/h), que podem chegar aos 100 km/h nas regiões montanhosas.

A costa norte da ilha da Madeira e a ilha de Porto Santo irão também estar sob aviso amarelo devido à agitação marítima, a partir das 06h00, sendo esperadas ondas de noroeste com entre quatro e cinco metros de altura.

As ondas serão ainda maiores, com cinco a seis metros, podendo atingir 10 metros de altura máxima, a partir das 15:00, levando o IPMA a elevar para o aviso laranja na costa norte da ilha da Madeira e na ilha de Porto Santo.

No caso da costa sul da ilha da Madeira, será emitido o aviso amarelo para a agitação marítima, também às 15:00, devido a ondas com entre quatro e cinco metros de altura.

O mau tempo também colocou 14 distritos de Portugal continental sob aviso laranja, segundo o IPMA, que emitiu avisos amarelos apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes e agitação marítima, que se vai prolongar até quarta-feira, segundo o IPMA que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

A neve também é responsável pelos avisos laranja de sete distritos nortenhos: Braga, Viana do Castelo, Porto, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Até às 6h00, todo o país poderá ter "períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada", segundo o IPMA, que emite apenas avisos amarelos para a precipitação.

Segundo o site do IPMA as condições climatéricas vão melhorar na quarta-feira, em especial nas regiões do centro e sul.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

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