Ébola e legionella dominaram a atenção da saúde
Constrangimentos financeiros, reivindicações dos profissionais e combate à fraude marcaram restante agenda.
O vírus do Ébola e a bactéria legionella colocaram a Saúde no centro das atenções mediáticas, com os constrangimentos financeiros, as reivindicações dos profissionais e o combate à fraude a marcarem a restante agenda do setor em 2014.
O atual surto de Ébola começou em fevereiro na África Ocidental, tendo causado desde então mais de 5.000 mortos na Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar o estado de emergência de Saúde Pública de âmbito internacional.
No seguimento desta posição da OMS, Portugal criou, em outubro deste ano, a Plataforma de Resposta à Doença por Vírus Ébola, com o objetivo de "detetar precocemente casos importados, impedir ou minimizar a ocorrência de casos secundários e de cadeias de transmissão da doença, bem como definir, divulgar e operacionalizar um plano de resposta, com orientações e protocolos de atuação".
Legionella matou dez pessoas
Sem casos de Ébola em Portugal, foi a bactéria legionella que obrigou a saúde pública a intervir, num surto que começou a 7 de novembro numa torre de arrefecimento da empresa Adubos de Portugal, no concelho de Vila Franca de Xira.
O surto fez quase 350 doentes, dos quais dez acabaram por morrer com a doença dos legionários.
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