Balões na despedida à vítima de sarampo

Familiares e amigos choram a perda da jovem Inês Sampaio, de apenas 17 anos.

23 de abril de 2017 às 09:34
Funeral no cemitério de Rio de Mouro contou com a presença de dezenas de familiares e amigos Foto: Mariline Alves
Funeral no cemitério de Rio de Mouro contou com a presença de dezenas de familiares e amigos Foto: Mariline Alves
Funeral no cemitério de Rio de Mouro contou com a presença de dezenas de familiares e amigos Foto: Mariline Alves
Inês Sampaio, sarampo, morte, óbito, epidemia, psoríase, vacinação, saúde, hospital, família, vacinação Foto: Direitos Reservados
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Dezenas de familiares e amigos participaram ontem no funeral de Inês Sampaio, no cemitério de Rio de Mouro, em Sintra. A jovem de 17 anos morreu na madrugada da última quarta-feira, vítima de pneumonia bilateral, complicação resultante da infeção provocada pelo sarampo.

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Um dos momentos marcantes da cerimónia foi a largada de vários balões azuis e brancos. O funeral decorreu com muitas das pessoas presentes no exterior do cemitério, devido ao espaço ser limitado. Acompanharam, dessa forma, o sofrimento de toda a família.

O cortejo fúnebre teve origem na Casa Mortuária da Delegação da Junta de Freguesia de São Martinho, na Várzea de Sintra. À passagem do féretro, várias pessoas choraram perante a tristeza da perda de uma filha da terra com apenas 17 anos. Durante o velório e nos dias em que Inês Sampaio permaneceu no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, os pais preferiam manter o silêncio sobre as razões para que a filha não estivesse vacinada. Elementos da família, porém, revelaram a mágoa face às notícias de que os pais eram anti-vacinação. Um familiar, Carlos Faria, referiu ao CM que as duas outras filhas, uma de 19 e outra de 13 anos, estão vacinadas, e explicou ter sido por conselho de uma médica que Inês não foi vacinada contra o sarampo.

Conforme o Correio da Manhã publicou, a jovem de 17 anos terá sofrido, ainda bebé, um choque anafilático como reação a uma vacina.

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