CM e CMTV em conferência sobre natalidade e envelhecimento em Viseu
Especialistas unem vozes e pedem aos agentes políticos uma intervenção urgente para travar flagelo demográfico.
São precisas políticas ativas e ousadas para travar a baixa natalidade. O País tem de travar a erosão demográfica. É urgente agir", referiu esta sexta-feira Armando Esteves Pereira, diretor-geral editorial-adjunto do CM/CMTV na conferência ‘Natalidade e envelhecimento’ que se realizou na Pousada de Viseu.
O evento, organizado pela Câmara Municipal de Viseu, contou com a presença de autarcas portugueses e espanhóis e teve como objetivo abordar a temática da baixa natalidade registada nas zonas do Interior dos dois países ibéricos.
Na intervenção inicial, Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu, lembrou o que o Executivo fez nos últimos seis anos "em políticas amigas das famílias" e "em criar condições para um envelhecimento saudável e ativo da população idosa".
"O despovoamento do Interior do País é um drama. Em anos de eleições eu aproveito para apelar a um pacto de regime entre os intervenientes políticos para políticas eficazes de forma a fomentar a natalidade no nosso país", adiantou o autarca. "Se a demografia servir de barómetro para prever a temperatura da economia, então assistiremos a um grande arrefecimento em Portugal", salientou Armando Esteves Pereira.
A conferência contou com o contributo de autarcas do Fundão, Salamanca, Ciudad Rodrigo e Valladolid, e de especialistas da temática da natalidade. Paulo Fernandes, autarca do Fundão, deu o exemplo do seu concelho que "tem conseguido atrair famílias através da fixação de empresas e na criação de boas condições de vida".
PORMENORES
Direito ou privilégio?
‘Ter filhos em Portugal: direito ou privilégio’, foi a reflexão levada à conferência por Esperança do Rosário, da Escola Superior de Educação de Viseu.
Cenário igual em Espanha
Cristina Waldman, da Câmara de Salamanca, salientou que a região "também tem graves problemas" de natalidade e que a autarquia "tem fortes medidas de apoio à terceira idade".
"Injustiça fiscal"
Ana Cid Gonçalves, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas e mãe de quatro filhos, salientou a "injustiça fiscal" que afeta "as famílias com um, dois, três ou mais filhos".
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