Combustíveis vão registar descida histórica superior a cinco cêntimos

Esta semana é daquelas em que valerá a pena esperar por segunda-feira para abastecer o seu automóvel. 

07 de junho de 2019 às 10:58
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Os preços dos combustíveis em Portugal vão registar uma descida como há muito não se via, pelo que esta semana é daquelas em que valerá a pena esperar por segunda-feira para abastecer o seu automóvel. 

Os cálculos do Jornal de Negócios, tendo em conta as variações dos combustíveis cotados e no mercado cambial, apontam para quedas de 7 cêntimos por litro na gasolina e de 5 cêntimos por litro no gasóleo.

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Estas variações refletem a queda acentuada da matéria-prima, mas também a alta do euro face ao dólar. A tonelada métrica da gasolina recuou perto de 13%, tendo em conta os preços médios das quatro sessões desta semana. Já a tonelada métrica do gasóleo desceu perto de 9%.

Assim, sem ter em conta as variações desta sexta-feira (o petróleo está a recuperar mais de 2%), o preço de venda da gasolina nos postos de abastecimento em Portugal deverá baixar 7 cêntimos, para 1,50 euros por litro, o que corresponde a mínimos de março deste ano.

No gasóleo, a queda será na ordem dos 5 cêntimos, para um preço médio de 1,324 euros por litro, o que corresponde ao nível mais baixo desde o início deste ano. Fonte do setor confirma a ordem de grandeza destas descidas, alertando que terá ainda que ser tida em conta a variação de preços de hoje nos mercados.

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Na base de dados do Negócios (com variações semanais desde 2015), não há registo de uma queda semanal de preços tão acentuada. A mais elevada até aqui tinha acontecido na última semana de janeiro, quando o gasóleo e a gasolina ficaram mais baratos cerca de 4 cêntimos.

As variações dos preços que os portugueses pagam pelos combustíveis estão fortemente ligadas à evolução do petróleo nos mercados internacionais. Esta semana a matéria-prima afundou para mínimos de janeiro, devido sobretudo aos receios dos investidores com os efeitos da guerra comercial na economia mundial. Já o euro ganhou face ao dólar devido à perspetiva de descida de juros nos Estados Unidos.   

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