Matrículas online aliviam escolas
Ministro da Educação assegura que refeições escolares vão continuar.
O Ministério da Educação anunciou que as matrículas para o ano letivo 2020/21 decorrem em exclusivo por processo online, pelo que deixa de ser possível a utilização de papel, com respetiva entrega na escola. A medida acaba por retirar trabalho às escolas porque os "dados eram depois inseridos manualmente pelas secretarias" no respetivo portal.
"Na impossibilidade de o encarregado de educação conseguir efetuar estes procedimentos através do portal, a escola auxiliará na sua efetivação", informou o Ministério. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, acrescentou que para "impedir o ajuntamento de encarregados de educação nas escolas, a inscrição será realizada com agendamento", no sentido de proteger a população da pandemia de Covid-19.
As novas regras adotadas perante o risco de infeção fixaram que no 1º ciclo os manuais escolares não são devolvidos. "Uma medida positiva", considerou Filinto Lima, por "os manuais terem dificuldades na reutilização devido aos autocolantes e gravuras para pintar".
Na Escola Fontes Pereira de Melo, no Porto, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, assegurou que até ao fim de julho as escolas vão continuar a servir refeições aos alunos da Ação Social Escolar. Junto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, o ministro disse que com a pandemia "dezenas de milhares de estudantes" acabaram por recorrer às cantinas.
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