Portugal ganha mais duas bolsas do Conselho Europeu de Investigação

O programa é financiado pelo Horizonte Europa, o programa-quadro da UE para a investigação e inovação.

27 de janeiro de 2026 às 15:23
Investigadores Foto: iStockPhoto
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Dois projetos de investigação apresentados por Portugal estão entre os 136 que ganharam uma bolsa de Prova de Conceito na segunda fase do concurso realizado pelo Conselho Europeu de Investigação, indicou hoje a instituição.

Estas bolsas destinam-se exclusivamente a investigadores que já receberam financiamento do Conselho Europeu de Investigação (ERC na sigla em inglês) e no caso das de 2025 foram atribuídas a seis projetos portugueses no total das duas fases.

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Marco Piccardo, investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores -- Microssistemas e Nanotecnologias (INESC-MN), e Cláudia Santos, da Universidade Nova de Lisboa, vão receber 150 mil euros cada para apoio à "exploração de como os seus resultados científicos podem ser aplicados na prática ou utilizados comercialmente numa fase inicial".

No primeiro caso, o cientista tem trabalhado "no desenvolvimento de metasuperfícies capazes de controlar lasers de elevada intensidade, permitindo concentrar energia em áreas extremamente reduzidas e estudar interações estruturadas entre laser e matéria", sendo o objetivo do projeto premiado testar o envio dessa energia a grandes distâncias, segundo um comunicado do Instituto Superior Técnico, associado do INESC.

"Entre os cenários em estudo está a possibilidade de recarregar drones remotamente, sem necessidade de regressarem à base, bem como o desenvolvimento de comunicações óticas entre satélites, com larguras de banda superiores às comunicações por radiofrequência", adianta.

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Com o projeto ReMAP-PD - Uma nova plataforma microfisiológica alternativa baseada nos 3Rs para a doença de Parkinson, Claúdia Santos pretende testar o modelo de "mini-cérebro" que criou utilizando medicamentos já avaliados para saber se "um composto ou substância terá, de facto, efeitos nos humanos", indica o jornal Público.

No caso de funcionar, esta "será uma importante ferramenta para cientistas e para a indústria farmacêutica", permitindo "maior fiabilidade e rapidez" e dispensando a utilização de animais nos testes iniciais, acrescenta.

Na primeira fase do concurso para a obtenção destas bolsas atribuídas pelo ERC foram selecionados quatro projetos de Portugal, os de Joana Gonçalves-Sá, do Laboratório de Instrumentação e Física de Partículas, Michael Orger, da Fundação Champalimaud, Catarina Homem, Universidade Nova de Lisboa, e Paulo Rocha, da Universidade de Coimbra, segundo informação no 'site' do conselho.

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Nas duas rondas relativas a 2025, foram atribuídas um total de 300 Bolsas de Prova de Conceito, "representando um orçamento total de 45 milhões de euros".

O programa é financiado pelo Horizonte Europa, o programa-quadro da UE para a investigação e inovação.

Foram avaliadas 879 propostas e os 300 novos beneficiários vão trabalhar em 23 Estados-membros da UE e países associados, sendo que o maior número de projetos será realizado na Alemanha (51 bolsas), Espanha (42), Itália (33) e Reino Unido (31).

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O programa é financiado pelo programa-quadro da União Europeia para a investigação e inovação, Horizonte Europa.

Criado pela UE em 2007, o ERC é a principal organização europeia de financiamento da investigação de excelência. Além desta, atribui quatro outros tipos de bolsas, as Starting, Consolidator, Advanced e Synergy Grants.

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