Arruda dos Vinhos com 23 desalojados e aldeias isoladas
Dez casas ficaram completamente inabitáveis e os moradores foram realojados em casas municipais ou de familiares
O número de desalojados no concelho de Arruda dos Vinhos subiu para 23, depois das casas terem ficado inabitáveis devido ao mau tempo, estando duas aldeias isoladas pelos cortes de estradas, disse esta sexta-feira o presidente da Câmara Municipal.
“Na Estrada do Lapão, as 10 casas ficaram completamente inabitáveis e os moradores foram realojados em casas municipais ou de familiares”, subindo de 12 para 23 o número de desalojados, afirmou o autarca, Carlos Alves, à agência Lusa.
Devido à existência de 18 estradas cortadas e oito condicionadas no concelho, “as pessoas estão a ficar isoladas”, sublinhou, destacando os casos das localidades de Arranhó e Cardosas.
Entre as principais estradas cortadas, encontram-se a Variante de A-do-Mourão, a Estrada Nacional 115 entre Arranhó e Bucelas e Arranhó e Sobral de Monte Agraço.
Também face à dificuldade nas acessibilidades, o município de Arruda dos Vinhos decidiu encerrar o Centro Escolar de Arranhó.
“A Boa Viagem tem muita dificuldade em fazer os trajetos e os alunos em chegar à escola”, disse.
Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.
Segundo o autarca, os deslizamentos de terras estão a acontecer porque “os terrenos já não conseguem absorver mais a água”, o que está a provocar danos nas condutas e, em consequência, falhas no abastecimento à população.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando, entretanto, a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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