Asma afeta 700 mil pessoas em Portugal

Presidente da Associação Asma Grave lamenta que doentes sejam "tratados como outros quaisquer" e pede mais literacia.

05 de maio de 2026 às 01:30
Os asmáticos não têm comparticipação diferenciada para os medicamentos, que são fundamentais para tratar a doença Foto: Getty Images
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Não há números certos, até por ser uma doença com sintomas distintos entre doentes, mas a asma já afeta cerca de 700 mil pessoas em Portugal. A estimativa é feita ao CM por Ana Gonçalves, presidente da Associação de Asma Grave, que explica que, desta população total, “entre 5 a 10%” tem asma considerada grave, “ainda mais subdiagnosticada”.

Este diagnóstico “demora bastante tempo”, o que dificulta a deteção precoce da doença. Caracterizada pela dificuldade em controlar as crises e os sintomas, a asma grave “só costuma ser detetada depois de testar todos os métodos e tratamentos”.

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Falando ao CM por ocasião do Dia Mundial da Asma, celebrado esta terça-feira, Ana Gonçalves lamenta que ainda haja “pouca literacia” sobre a área. No entanto, sente que “está a existir um ponto de viragem”, por se falar mais da doença e serem criadas “várias unidades multidisciplinares” focadas na asma.

Asma grave é "ainda mais subdiagnosticada" que a ligeira.

No entanto, a responsável lamenta que ainda haja algum estigma à volta da doença: “Como tem sintomas invisíveis ou muito díspares entre doentes, na maior parte dos casos, quem vive com asma é que sofre. Muitas vezes são diagnosticados com ansiedade ou cansaço.” Pede, por isso, que “haja uma sensibilidade maior para estes casos, para que a população aprenda a reconhecer os sintomas”. Isto ajudaria a que o diagnóstico da asma “fosse mais precoce”, permitindo atacar a doença mais cedo.

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Segundo Ana Gonçalves, o Governo pode fazer mais, sobretudo no reconhecimento das incapacidades causadas pela doença. “As pessoas com asma, e asma grave, são tratadas como outras quaisquer. A comparticipação na medicação é a normal. Gostávamos muito que fossem criadas condições mais favoráveis para quem vive com a doença”, remata.

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