Presidente do EduQa garante que sistema de digitalização foi "testado várias vezes"

Luís Pereira dos Santos assegura que foi seguido "um processo de pilotagem sistemático que não começou ontem".

21 de julho de 2026 às 16:28
Luís Pereira dos Santos, Presidente do EduQa Foto: António Cotrim/Lusa
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O presidente do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQa) garantiu esta terça-feira que o sistema de digitalização das provas foi "testado várias vezes" antes dos exames do secundário, sublinhando que a implementação começou há vários anos, "não começou ontem".

"O sistema de digitalização de fichas de prova foi testado várias vezes", afirmou esta terça-feira o presidente do EduQa, Luís Pereira dos Santos, durante a audição parlamentar sobre o processo de digitalização e avaliação dos exames nacionais, assegurando que foi seguido "um processo de pilotagem sistemático que não começou ontem".

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Luís Pereira dos Santos sublinhou que este foi um processo gradual que começou com os alunos mais novos, ficando os exames nacionais do ensino secundário "para a última fase".

"A prova de Matemática do 9.º ano utiliza um sistema idêntico e não teve problemas logo na primeira aplicação", disse, durante a audição requerida pelo Livre, referindo-se ao facto de existir uma parte da prova que é feita pelos alunos em papel e posteriormente digitalizada.

"Quem acha que esta é uma transição assética, nunca implementou nada desta complexidade", acusou o presidente do EduQa, na sua primeira declaração pública desde o arranque da 1.º fase dos exames nacionais do ensino secundário, que este ano foram pela primeira vez digitalizados.

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Luís Pereira dos Santos admitiu que o processo de digitalização e classificação de exames não correu como esperado, mas garantiu que foram feitas "as correções necessárias" para que a 2.º fase, que arrancou esta terça-feira, possa decorrer com "serenidade".

De acordo com o responsável, os erros informáticos detetados na 1.ª fase verificaram-se na Plataforma de Classificação e Supervisão (PCS), criada com equipas do EduQa, e não na plataforma fornecida por uma empresa privada que permite aos professores aceder e fazer a classificação das provas.

"Os erros vinham da nossa plataforma do Eduqa", reconheceu, garantindo que já foram corrigidos.

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Na 1.ª fase dos exames, 166 mil alunos realizaram cerca de 290 mil provas, que implicaram a digitalização de "cerca de dois milhões" de itens.

O presidente do EduQa reforçou que o sistema de digitalização das folhas de provas foi "testado várias vezes" antes dos exames do secundário e que todo o processo voltou a ser testado no ano passado com a prova de Filosofia.

Luís Pereira dos Santos reconheceu que este ano houve problemas e, pouco depois, também o ministro Fernando Alexandre reafirmou essa ideia no parlamento.

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"Não há dúvidas de que o Estado falhou aqui, mas corrigiu", disse o ministro, que esteve também esta terça-feira na comissão parlamentar a pedido do PCP e do Livre.

As falhas no processo obrigaram a adiar os prazos de divulgação dos resultados. Os alunos do secundário tiveram acesso às notas apenas na noite de sexta-feira e os alunos do 3.º ciclo apenas esta segunda-feira.

Sobre o facto de as provas nacionais do 9.º ano terem sido divulgadas apenas esta semana, Luís Pereira dos Santos explicou que o EduQa decidiu dar prioridade à afixação das notas dos alunos do ensino secundário, uma vez que esses resultados "são determinantes para o acesso ao ensino superior".

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A deputada do Livre Filipa Pinto perguntou ao presidente do EduQa "como vai a empresa ou empresas compensar o Estado pelos transtornos causados" e "se estão previstas compensações nos contratos assinados com essas empresas", mas foram perguntas que ficaram sem resposta.

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