Levantada interdição de banhos na praia da Nazaré
Banhos estavam proibidos desde meio da manhã desta sexta-feira.
A interdição dos banhos na praia da Nazaré, determinada na manhã de esta sexta-feira, foi levantada na sequência das novas análises com resultados compatíveis com a época balnear, informou a Câmara Municipal.
"A contra-análise foi conhecida agora e deixa claro que não há qualquer tipo de preocupação para os veraneantes que se encontram na Nazaré", disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal local, Serafim António (PSD), após as autoridades de saúde terem determinado o levantamento da interdição de banhos na estância balnear.
Os banhos na praia da Nazaré, no distrito de Leiria, estavam proibidos desde meio da manhã de esta sexta-feira, na sequência de uma análise à qualidade da água balnear "que registou valores microbiológicos elevados no dia 18 de agosto, não coincidentes com o histórico recente de resultados das análises regulares realizadas pelo município", segundo informação divulgada pela autarquia na rede social Facebook.
A situação "nada tem a ver com os episódios do ano passado", quando os banhos foram por três vezes interditados durante a época balnear, devido à rutura de um conduta, já que, esclareceu o presidente, "não foi detetado nada no mar, não foram detetadas descargas, nem cheiros, a água está completamente límpida, como tem estado nas últimas semanas".
Numa atualização publicada na mesma rede social, a Câmara Municipal deu nota de que os resultados agora conhecidos "reforçam a convicção do município de que o valor extraordinariamente elevado registado na análise de 18 de agosto, e cujo resultado só foi conhecido no dia 20, terá sido anómalo e não refletia a qualidade efetiva da água da praia da Nazaré, como, de resto, tem sido visível ao longo de toda a época balnear".
O autarca precisou, em declarações à agência Lusa, que a análise em causa registou parâmetros da bactéria 'ecoli' de "cerca de 8.000" e a contra-análise agora revelada registou "uma ordem de grandeza de 63".
Resultados que reforçam a convicção de Serafim António de que "alguma coisa correu mal, efetivamente, durante esta recolha" de água realizada [no dia 18] nos dois locais habituais e submetida a análise pelos serviços da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
"Independentemente de logo desde o início acharmos que algo aqui estaria mal", o município cumpriu as determinações das autoridades competentes, procedendo à interdição da prática balnear e ao arriar da Bandeira Azul, "por uma questão de segurança, porque algo de que não podemos abdicar é da questão da proteção da saúde pública", vincou Serafim António, sustentando que "aquilo que aconteceu foi algum contratempo durante a recolha ou durante o processo do ensaio das análises, nada mais".
No verão de 2025, a praia da Nazaré esteve por três vezes interditada a banhos na sequência de descargas poluentes para o mar.
As descargas deveram-se a uma obstrução na conduta de saneamento, junto à Praça Manuel Arriaga, que provocou, em três datas distintas, escorrências de efluentes e a contaminação das águas em plena época balnear.
Na ocasião, 116 pessoas foram assistidas nos serviços de saúde com sintomas relacionados com a contaminação da água.
Em março deste ano, os Serviços Municipalizados da Nazaré procederam à substituição de condutas de saneamento na zona norte da vila para evitar que se repetissem as descargas que causaram a interdição.
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