25 de Abril e 1.º de Maio celebrados em São Bento com cravos vermelhos e "Sonhos de menino" a duas vozes

Primeiro-ministro assistiu a todas as atuações no meio da plateia.

01 de maio de 2025 às 15:09
Tony Carreira e Luís Montenegro Foto: Tiago Petinga/Lusa
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Os jardins da residência oficial do primeiro-ministro abriram-se, esta quinta-feira, a uma celebração conjunta do 25 de Abril e do 1.º de Maio, que contou com cravos vermelhos e um dueto de Luís Montenegro e Tony Carreira.

A iniciativa "São Bento em Família" contou com atuações de um grupo de Pauliteiros de Miranda e outro de Cante Alentejano, e também um pequeno concerto do cantor Tony Carreira.

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As portas abriram às 09h00 e, à chegada, cada pessoa recebeu um cravo vermelho. Algumas entusiastas de Tony Carreira, identificadas com cachecóis onde se lia "fã oficial", chegaram bem cedo, de forma a garantirem um lugar na primeira fila do palco improvisado na escadaria das traseiras do palacete de São Bento.

O primeiro-ministro chegou à residência oficial antes das 11h00, acompanhado da mulher, e assistiu a todas as atuações no meio da plateia.

Durante o concerto de Tony Carreira, Luís Montenegro subiu as escadas e foi ter com o artista, com quem cantou alguns versos da música "Sonhos de menino", repetindo o dueto que os dois protagonizaram há uns anos, num programa de televisão.

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Em declarações aos jornalistas à chegada a São Bento, o chefe do executivo disse, entre risos, que não estava a contar com um novo dueto: "Espero que não, espero que para bem dos espetadores não seja preciso nenhuma dessas colaborações".

Numa alusão à letra da canção, Luís Montenegro disse ter "o sonho de continuar o trabalho começado e de fazer com que a vida dos portugueses possa ser melhor no futuro, não desperdiçando o caminho percorrido até agora".

O primeiro-ministro justificou que todos os artistas que subiram a palco foram escolhas "muito ligadas à identidade do país", salientando que foi "um programa transversal". E recusou as críticas pelo adiamento das celebrações festivas do 25 de Abril, salientando a celebração conjunta com o Dia do Trabalhador, e assinalando que "as duas coisas têm muita conexão".

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Luís Montenegro recusou também que esta iniciativa, a dias do arranque oficial da campanha eleitoral, possa ser encarada nesse sentido.

"Não estamos a fazer campanha nenhuma. Agora, o país tem instituições, o país tem um património que não é meu, é de todos e, portanto, está aberto a todos", indicou, referindo que no dia 25 de Abril os jardins da residência oficial estiveram abertos a visitas e por lá passaram "cerca de 1.500 pessoas".

Também em declarações aos jornalistas, Tony Carreira disse que, "para um puto que vem de uma aldeia perdida na Beira, como diz a canção, foi uma honra estar aqui, neste espaço tão bonito, com um dia de sol tão bonito, com um público fantástico".

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Questionado sobre a cor política de quem lhe endereçou o convite, o artista referiu estar ali "para cantar, nada mais".

"Se tivesse sido o governo anterior, teria sido exatamente igual", indicou, assinalando que já atuou "em tantos sítios, até em comícios".

Tony Carreira considerou ainda que a cultura "tem sido o parente pobre dos governos todos" e "não é suficientemente valorizada".

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A lotação do espaço estava limitada a 2.000 pessoas, por razões de segurança, mas apenas algumas centenas de pessoas de todas as idades se deslocaram ao palacete de São Bento, esta quinta-feira, de manhã.

No final do concerto, enquanto o primeiro-ministro cumprimentava os visitantes no jardim, foi abordado por duas jovens que entoaram palavras de ordem pelo fim do recurso aos combustíveis fósseis. A interação, que aconteceu enquanto os jornalistas entrevistavam Tony Carreira, durou apenas alguns segundos e as jovens foram retiradas daquele espaço.

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