3655 professores aposentaram-se este ano
Governo diz que entraram 6543 no sistema, pelo que o saldo é positivo. Fenprof ameaça fazer queixa em tribunal por Ministério da Educação não respeitar negociação coletiva.
No mês de dezembro vão aposentar-se mais 392 professores e educadores de infância, com o total anual de saídas do ano de 2026 a totalizar 3655 docentes, segundo os dados revelados pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Este é o segundo valor mais elevado de saídas dos últimos anos e o terceiro maior de sempre, superado apenas pelas 3981 de 2024 e 4628 de 2013. Comparando com os 3623 aposentados do ano passado verifica-se uma ligeira subida no número de saídas, tal como face aos 3518 que se reformaram em 2023. Este foi o ano em que o número de aposentações começou a disparar, tendo o total dos últimos quatro anos atingido as 14777.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) já garantiu que 6543 professores ingressaram este ano letivo na escola pública, sendo 5535 novos docentes, enquanto 1008 regressaram ao sistema de ensino após pelo menos um ano de ausência. Com base nestes números, haveria assim um saldo positivo de 2888 docentes que permitiria mitigar o problema da falta de professores. Segundo o Governo, houve ainda 2232 professores em idade de aposentação que decidiram continuar a dar aulas, recebendo um suplemento mensal de 750€ brutos. Entretanto, a Fenprof acusou ontem o MECI de ter desrespeitado as regras da negociação coletiva, depois de o Conselho de Ministros ter aprovado o diploma que permite a licenciados em Educação Básica não profissionalizados lecionar no 1.º ciclo. Vai recorrer ao Presidente da República e fazer queixa em tribunal. Isto apesar de a Fenprof já ter afirmado que aceita a solução de recurso, para conseguir recrutar professores para os alunos sem aulas.
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