Permissão de abertura de caixões de vítimas da Covid-19 revolta funerárias
Agentes funerário sentem-se mais expostos ao contágio com novas normas da DGS.
A permissão de abertura, nos funerais, dos caixões de pessoas cuja causa de morte tenha sido a Covid-19, prevista nas novas regras publicadas na quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde, está a revoltar os agentes funerários, que se sentem mais expostos ao contágio da doença.
“Por se tratar de um óbito por Covid-19, nós temos de envolver o corpo em dois sacos herméticos e só depois na urna e sempre com a indicação de que se trata de um caso altamente contagioso. Até agora, era proibido abrir os caixões, mas as novas regras permitem-no, no caso de a família o pretender. Parece-me um erro e nós somos os mais expostos”, disse ao Correio da Manhã António Maia, da Funerária de S. Vicente, Braga.
Nas novas regras, a DGS pede que essa abertura, a ocorrer, seja rápida e que as pessoas se mantenham pelo menos a um metro de distância.Prudência para evitar erros
Filipe Froes, pneumologista, diz que o desconfinanento não pode ser feito de forma apressada. Se assim for, "só temos desvantagens, sem vantagens."
Cuidados intensivos são um problema
Ricardo Mexia, epidemiologista, diz que "os cuidados intensivos são um problema nas próximas semanas." Nos cuidados intensivos do SNS estão mais de 900 doentes.
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