Acesso às urgências complicado e internamentos bloqueados
Internamento está bloqueado em alguns hospitais devido à falta de camas.
O acesso aos serviços de urgências de alguns hospitais do país complicou-se nos últimos dias, com tempos de espera que chegam a atingir as 18 horas, situação agravada pelo bloqueio no internamento nalgumas unidades por falta de camas.
No Grande Porto, os serviços de urgência dos hospitais de Gaia, Santo António e São João (Porto) estavam esta terça-feira ao final da manhã com uma afluência acima do normal, mas, contactados pela Lusa, todos referiram que a situação não é caótica. No Hospital de Gaia o principal problema é a falta de camas para internamento. De acordo com uma fonte hospitalar, os doentes são obrigados a permanecer horas em observação no serviço de urgência até que seja possível transferi-los. A mesma fonte referiu que se encontram nesta situação cerca de meia centena de doentes.
No Hospital de Santo António, a urgência regista também uma procura acima da média, mas o serviço "não está caótico". Fonte hospitalar referiu que foi decidido reforçar o número de camas de internamento, o que tem permitido encaminhar os doentes sempre que necessário. Na passada sexta-feira, que foi considerado "um dos piores dias", foram atendidas 424 pessoas, quando a média é de 300.
No Hospital de São João, de acordo com o diretor do Serviço de Urgência, João Sá, "a situação é idêntica" ao que se está a passar a nível nacional. "Nos últimos dias, tivemos doentes urgentes que esperaram, em média, quatro horas para serem atendidos", lamentou o responsável.
No Hospital Padre Américo, em Penafiel, interior do distrito do Porto, a segunda maior urgência médico-cirúrgica do norte do país, a situação é considerada "normal para a época", confirmando-se uma forte afluência de doentes.
No Centro Hospitalar da Cova da Beira, que agrega os hospitais da Covilhã e do Fundão, tem havido um ligeiro aumento da procura do serviço de urgências e, logo, um maior tempo de espera para o atendimento. O presidente da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, Vieira Pires, disse hoje à Lusa que o serviço de urgência do Hospital Amato Lusitano (HAL) está a funcionar "sem problemas", apesar de uma afluência de doentes "acima da média", tendo o serviço de urgência sido reforçado com mais médicos desde o dia 01 de janeiro".
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