“Advocacia definhou e Ordem não existiu”
Guilherme Figueiredo volta a candidatar-se com o apoio de cinco antigos bastonários.
Três anos depois de ter alcançado o segundo lugar numas eleições para a Ordem dos Advogados (OA) com seis candidatos, Guilherme Figueiredo volta a candidatar-se a bastonário, agora com três adversários e a possibilidade de haver segunda volta.
"A Ordem não existiu e a advocacia definhou do ponto de vista institucional", diz o advogado do Porto que encabeça a Lista H - ‘Afirmar a advocacia’ –, explicando que não tem uma medida prioritária, mas sim "um conjunto de medidas", designadamente afirmar a Ordem dos Advogados como um "espaço democrático": "A OA não pode ser, como tem sido, um espaço fechado onde frutificam os interesses pessoais."
Apoiado por cinco antigos bastonários - Rogério Alves, Pires de Lima, Maria de Jesus Serra Lopes, Júlio Castro Caldas e Augusto Lopes Cardoso -, Guilherme Figueiredo faz um "balanço muito negativo" do mandato de Elina Fraga, que se recandidata, acusando-a de usar os meios da Ordem para fazer campanha. "A Ordem esteve ausente até junho deste ano. Depois dessa data, promoveu diversas iniciativas, mas antes fazendo campanha a favor da candidata Elina Fraga", considera Guilherme Figueiredo, que pretende eliminar "gorduras injustificáveis".
Reformular totalmente o estágio, reduzir o valor das quotas, estabelecer protocolos de apoio aos jovens advogados e criar uma comissão de reforma legislativa são algumas das medidas que constam do programa do candidato do Porto.
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