Advogado de Sócrates não resiste a cancro
João Araújo morreu aos 70 anos. O estado de saúde agravou-se nos últimos meses.
Ilustre desconhecido até 21 de novembro de 2014, dia em que José Sócrates foi preso, no âmbito da Operação Marquês. João Araújo representou o antigo primeiro-ministro durante cinco anos. Ficou conhecido pela forma polémica como muitas vezes falava com os jornalistas. Tinha 70 anos e morreu esta terça-feira em casa, Lisboa. Há muito que o advogado lutava contra um cancro, doença que assumiu publicamente.
O estado de saúde agravou-se nos últimos meses. Em tom de brincadeira chegou a dizer que “não morro sem libertar o meu cliente [Sócrates]”. Era um dos mais críticos em relação ao Ministério Público. Na semana passada, João Araújo já não esteve presente no debate instrutório da Operação Marquês. Formava com Pedro Delille a equipa de defensores do antigo governante.
José Sócrates lamentou a morte de um amigo. “Foi nos últimos anos um amigo e um companheiro leal que não esquecerei. Ele era um advogado corajoso e com uma profunda dedicação ao Estado de Direito Democrático”, declarou Sócrates.
O velório realizou-se esta quarta-feira à tarde na Basílica da Estrela, em Lisboa. Esta quinta-feira haverá uma missa e a cremação do corpo, no cemitério do Alto de São João, Lisboa.
Pedro Delille, quando fez as suas alegações no debate instrutório do processo, evocou o seu colega, destacando o seu árduo trabalho, desde a primeira hora.
O advogado chegou a ser condenado em tribunal ao pagamento de 12 600 euros por difamar e injuriar uma jornalista.
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