Aferição divide pais e docentes

Prova de educação física feita por 100 mil alunos do 2º ano, com 7 e 8 anos.

04 de maio de 2017 às 09:02
Saltar obstáculos, driblar uma bola e saltar à corda são alguns dos exercícios Foto: Mariline Alves
Saltar obstáculos, driblar uma bola e saltar à corda são alguns dos exercícios Foto: Mariline Alves
Saltar obstáculos, driblar uma bola e saltar à corda são alguns dos exercícios Foto: Mariline Alves

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A prova de aferição de Expressões Físico-motoras, que até 9 de maio vai envolver 100 mil alunos do 2º ano, está longe de colher unanimidade entre professores e encarregados de educação.

"Esta prova não faz sentido e só serve para enervar os alunos", disse ao CM a mãe de uma aluna, que pediu anonimato, junto à Escola Básica de 1º ciclo Jorge Barradas, em Lisboa, onde 76 alunos realizaram ontem a prova.

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Já Margarida Cunha, professora/classificadora da prova na mesma escola, considera a prova "importante para perceber o que se faz e o que se devia fazer ao nível do País". Por sua vez, Luísa Prudêncio, coordenadora desta escola, assume ser "totalmente contra as provas". "Nesta idade não faz sentido os alunos passarem por isto", disse.

Na escola há docentes de Educação Física que apoiam a titular de turma, mas na maioria a disciplina é dada nas atividades de enriquecimento curricular.

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A docente admite que a prova pode ajudar a perceber "o que é preciso trabalhar". Mas avisa que vai ser preciso "materiais, horas para expressões e formação dos docentes".

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