Agricultores dizem sentir retração das encomendas dos Estados Unidos

Dirigente da Confederação Nacional da Agricultura diz que esta diminuição das encomendas ocorre na sequência das tarifas anunciadas por Trump.

14 de abril de 2025 às 15:13
Aricultores
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O dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) Vítor Rodrigues disse esta segunda-feira que já se sentem "retrações a nível das encomendas, sobretudo com origem nos Estados Unidos", na sequência das tarifas anunciadas por Donald Trump.

"O que já se verifica, por um lado, são retrações a nível das encomendas, sobretudo com origem nos Estados Unidos, afetando vários setores, mas há também um problema que foi aqui colocado, que tem a ver com as matérias-primas das quais nós dependemos para a nossa produção", informou o dirigente.

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Vítor Rodrigues falou aos jornalistas após reunir-se, em conjunto com outras 16 associações do setor, com o ministro da Economia e com o ministro da Agricultura e Pescas, em Lisboa, no âmbito das tarifas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos.

O dirigente da associação trouxe algumas preocupações para a reunião com o Governo, nomeadamente a questão da soberania alimentar, e acrescentou ainda que é necessário rever a "Diretiva de Práticas Leais Comerciais a nível da União Europeia para proibir a compra de produtos agrícolas abaixo dos custos de produção".

Vítor Rodrigues disse ainda que é necessário olhar para a Politica Agrícola Comum (PAC) no âmbito da distribuição de "apoios mais justos [...], sobretudo para os pequenos e médios agricultores", numa tentativa de que "o mercado interno seja também visto como uma alternativa".

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a semana passada a suspensão das chamadas "tarifas recíprocas" por 90 dias, sendo que estas incluíam a União Europeia.

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