Alentejo Central quer aceder aos apoios do Governo para reparar danos do mau tempo

Comunidade Intermunicipal realça que o Alentejo Central "sofreu também impactos severos" com as tempestades das últimas semanas.

25 de fevereiro de 2026 às 11:18
Alentejo Central "sofreu também impactos severos" com as tempestades das últimas semanas Foto: Câmara Municipal de Viana do Alentejo
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Os 14 municípios do Alentejo Central exigem poder aceder às medidas de apoio lançadas pelo Governo para a reparação dos danos provocados pelo mau tempo na rede viária e infraestruturas do território, foi esta quarta-feira anunciado.

Esta tomada de posição da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que agrega os 14 municípios do distrito de Évora, foi divulgada após ser aprovada, na terça-feira, em reunião do seu conselho intermunicipal.

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Na tomada de posição, a CIMAC realça que o Alentejo Central "sofreu também impactos severos" com as intempéries que assolaram o país entre o final de janeiro e meados deste mês.

"Daquilo que podemos desde já observar, danos avultados afetam infraestruturas críticas e a economia local", afirmam, indicando que está em curso "um levantamento concelhio dos danos", cujos resultados "serão reportados às autoridades competentes".

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Assinalando que "o Alentejo Central não foi abrangido pelos regimes de exceção - calamidade ou contingência", a CIMAC alerta que "a realidade mostra que os danos causados na rede viária, edifícios e infraestruturas municipais, em habitações, no setor agrícola e em unidades de turismo rural são muito relevantes".

"Os municípios do Alentejo Central necessitam com urgência de respostas que lhes permitam aceder a apoios financeiros para a reposição da normalidade", frisa a entidade.

Esta comunidade intermunicipal defende que o programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) e outras medidas "devem considerar a realidade específica do Alentejo Central, garantindo que nenhum território fique desprovido dos recursos necessários à sua recuperação e resiliência futura".

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Por outro lado, a CIMAC diz considerar "fundamental que a Infraestruturas de Portugal assegure intervenções prioritárias na rede viária nacional e regional localizada neste território".

A CIMAC lembra que os municípios do Alentejo Central têm-se mobilizado de forma coordenada para apoiar as zonas mais atingidas, exigindo "que o mesmo princípio de coesão territorial seja aplicado pelo Estado e pelo Governo na resposta às necessidades urgentes" dos concelhos deste território.

Nesta tomada de posição, é igualmente manifestada "total solidariedade para com as populações da região Centro e do concelho vizinho de Alcácer do Sal, territórios particularmente fustigados por estes eventos climáticos extremos".

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Dezanove pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.

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