Alerta para epidemia de osteoporose em Portugal: “Com envelhecimento da população há um aumento de casos"
Investigadora da Universidade do Porto defende rastreio no SNS para prevenir “doença silenciosa”.
A investigadora Daniela Santos Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, defendeu a criação de um rastreio nacional da osteoporose no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Com o envelhecimento da população há um aumento de casos, quase uma epidemia de osteoporose. Precisamos de um rastreio amplo no SNS, uma medida de saúde pública como existe para o cancro da mama”, afirmou ao CM a autora de um estudo científico que revelou que 15% da população portuguesa (1,5 milhões de pessoas) sofre desta doença sistémica que provoca a diminuição da massa óssea e aumenta o risco de fraturas.
É uma doença silenciosa em que se pode ter sintomas só quando já há fraturas. É importante haver um diagnóstico precoce para prevenir as fraturas, principalmente na anca, com grande impacto na mortalidade, morbilidade e custos elevados em saúde
Daniela Santos Oliveira
Investigadora da Universidade do Porto
A investigadora sublinha que o tratamento da doença passa pelo “exercício físico, suplementos de cálcio e vitamina D e fim dos hábitos tabágicos e alcoólicos”. Existem também “tratamentos farmacológicos específicos, como os bifosfonatos, para prevenir fraturas”.
homens
O estudo detetou uma prevalência de 13% da doença entre os homens, muito acima dos 3% de estudos anteriores.
767 pessoas
A investigadora admite que as 767 pessoas que fizeram voluntariamente o rastreio para o estudo podem ter risco aumentado de ter a doença.
rastreio
O rastreio deve ser feito por mulheres com mais de 50 anos, homens acima de 70 e pessoas com história familiar da doença.
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