Algumas zonas ribeirinhas de Vila Franca de Xira estão inundadas

Cheias aconteceram apesar de os cenários previstos para o rio Tejo não se terem confirmado.

06 de fevereiro de 2026 às 09:41
Risco de inundação
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A Proteção Civil Municipal de Vila Franca de Xira informou que, apesar de os cenários previstos para o comportamento do rio Tejo na noite quinta para esta sexta-feira não te se terem confirmado, houve inundações de algumas zonas ribeirinhas.

Em comunicado, a Proteção Civil daquele município localizado no distrito de Lisboa recomenda à população que evite as zonas ribeirinhas e retire viaturas de zonas inundáveis.

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As autoridades pedem ainda que a população proteja bens e documentação importante e que, em caso de cheias, se dirija para zonas altas ou pisos superiores.

"Em situação de emergência, os bombeiros emitirão um alerta com cinco toques de sirene", alerta ainda aquele organismo.

"Com a aproximação da depressão Marta, a Proteção Civil mantém-se em estado de prontidão e continuará a monitorizar a situação, emitindo novas informações sempre que necessário", refere a nota.

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A Câmara de Vila Franca de Xira ativou na quinta-feira o plano municipal de emergência e proteção civil devido à previsão de "subida anormal" das águas do Rio Tejo, após Espanha ter aberto as suas comportas.

"O plano municipal de emergência ficará ativo enquanto for necessário", revelou o presidente da câmara, Fernando Paulo Ferreira, indicando que serão feitas avaliações regulares da situação, inclusive para decidir sobre a reabertura das escolas do concelho.

No seu mais recente balanço, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro, que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.

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"Não temos conhecimento a esta hora [08:30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas", disse à agência Lusa Elísio Pereira, da ANEPC.

De acordo com este responsável, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou esta sexta-feira de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vítimas ou danos significativos.

Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão esta sexta-feira sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15:00 de esta sexta-feira, um nível em vigor até às 12:00 de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Doze pessoas morreram no país desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também várias centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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