Alpiarça prepara evacuação de zonas ribeirinhas devido ao risco de cheias
Autarquia indica que a situação resulta de "condições meteorológicas adversas e precipitação intensa prevista", que estão a agravar o cenário hidrológico.
O município de Alpiarça alertou esta quinta-feira para a necessidade de evacuação preventiva, e eventualmente obrigatória, de zonas ribeirinhas nas próximas horas, devido ao "aumento significativo dos caudais do rio Tejo e seus afluentes", que poderá originar cheias no concelho.
Em comunicado, a autarquia indica que a situação resulta de "condições meteorológicas adversas e precipitação intensa prevista", que estão a agravar o cenário hidrológico.
No âmbito do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, o município refere que a população residente em zonas inundáveis "deve preparar-se para abandonar as suas habitações".
O município identificou como zonas críticas o Matadouro, Praça Velha, rua 5 de Outubro, rua do Lavadouro, Quinta da Atela, Quintas da Gouxaria (junto ao Tejo), Vale das Oliveiras e Postes Carmo, advertindo que outras áreas poderão ser afetadas consoante a evolução dos caudais.
Na nota, a Câmara indica ainda que está a avaliar "de forma permanente" o impacto da situação nas infraestruturas, equipamentos públicos e vias de circulação, podendo ser comunicadas restrições, encerramentos ou ajustamentos de funcionamento "sempre que a segurança o justifique".
Entre as medidas já definidas está o encerramento na sexta-feira de todos os estabelecimentos de ensino do concelho, "com o objetivo de evitar deslocações e garantir a segurança da comunidade escolar".
Foram igualmente encerrados o parque de estacionamento da Albufeira dos Patudos e as vias pedonais circundantes.
A autarquia também já mobilizou equipas permanentes para monitorizar as zonas ribeirinhas e meios operacionais para "eventuais evacuações e circulação em segurança".
Um centro de acolhimento temporário no quartel dos Bombeiros Municipais para alojamento, alimentação e apoio social a residentes deslocados já foi preparado e o centro de saúde está "estado de prevenção ativo" para responder a situações de urgência, é acrescentado.
A autarquia recomenda à população que evite deslocações desnecessárias, sobretudo para zonas ribeirinhas, e que não atravesse vias inundadas ou áreas sinalizadas como interditas, e aconselha a que sejam mantidos documentos essenciais e bens de primeira necessidade preparados.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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