Aluno agredido regressa às aulas

O aluno de 14 anos agredido por colegas na Escola Básica Febo Moniz, em Almeirim, regressou ontem às aulas, uma semana após o ataque. "Felizmente, correu tudo bem, não houve problemas", disse ‘João’ (nome fictício) à saída do estabelecimento.

13 de maio de 2011 às 00:30
ALMEIRIM, ESCOLA, ALUNO, AGRESSÕES, APOIO PSICOLÓGICO Foto: Rui Miguel Pedrosa
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Depois da agressão, que lhe provocou uma ferida interna no ouvido, o menor teve medo de represálias dos agressores, alunos da mesma idade, com frequência envolvidos em brigas dentro e fora da escola. "Vi-os ao longe, de manhã, mas eles não me disseram nada nem se meteram comigo", acrescentou o aluno, do 6º ano, que diz sentir-se agora apoiado pela escola. "A directora de turma pediu aos meus colegas para não me deixarem sozinho nos intervalos e ficou contente por eu ter regressado, para não chumbar o ano", referiu o rapaz.

Ao início da tarde, ‘João’ foi recebido pelo director do agrupamento, José Manuel Carreira, que lhe garantiu mais vigilância para que casos semelhantes não voltem a acontecer dentro dos espaços da escola. O aluno teve também oportunidade de explicar quem foram os colegas que fizeram uma roda para impedir que alguém o acudisse enquanto era agredido. Até ao momento, só o alegado autor da agressão a soco está a ser alvo de um processo disciplinar.

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Apesar das garantias da escola, a família do menor, que reside na Tapada, não está totalmente tranquila e vai continuar a levá-lo de manhã e a buscá-lo no final das aulas, nos próximos dias. "Nunca sabemos o que pode acontecer no exterior, onde os professores já não o podem proteger", disse a tia, Elisabete Pereira, que ontem o foi buscar à escola.

GARANTIDO APOIO PSICOLÓGICO

A Escola Febo Moniz disponibilizou apoio psicológico para o aluno agredido, que tem a partir de agora a psicóloga da escola à sua disposição. "Ele já devia ter regressado há vários dias, pois nós sempre dissemos que garantíamos não só a sua segurança, como a de todos os alunos", diz o director do agrupamento, José Manuel Carreira. Sobre o processo disciplinar ao agressor, de 14 anos, que frequenta o 5º ano, adiantou que deverá estar concluído na próxima semana. José Manuel Carreira garante que não há qualquer foco de insegurança. "Bem pelo contrário, somos hoje uma escola muito mais segura do que éramos há dois ou três anos". A situação relativa ao outro aluno, de 13 anos, filho de Ana Cristina Lopes, que também se queixa de agressões e ameaças junto e dentro escola, está igualmente a ser resolvida pelos responsáveis do estabelecimento de ensino.

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