Alunos da Universidade de Évora protestam contra falta de condições e transportes

Alunos empunharam cartazes, onde se podia ler "melhores condições para o futuro do país" ou "queremos mais horários para os transportes".

19 de março de 2026 às 15:43
Universidade de Évora Foto: José Gomes Lourenço
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Um grupo de alunos da Universidade de Évora (UÉ) protestou esta quinta-feira contra a falta de condições de um dos polos da academia e de transportes públicos entre este espaço e o centro da cidade.

O protesto juntou cerca de 30 estudantes e foi realizado, ao início da tarde, no âmbito do Dia Nacional dos Estudantes, que se assinala no dia 24, no polo em que alegam não haver condições, o Colégio Pedro da Fonseca, localizado no parque industrial.

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Os alunos empunharam cartazes, onde se podia ler "melhores condições para o futuro do país" ou "queremos mais horários para os transportes", e gritaram palavras de ordem, como "tanta propina para me cair o teto em cima" ou "não queremos mais bolor, queremos condições por favor".

No arranque do protesto, o vice-reitor para as Infraestruturas e Políticas para a Vida na Universidade da UÉ, João Valente Nabais, esteve no local para conhecer as queixas dos alunos, aos quais prometeu a realização de obras.

"Tinha que vir aqui dar a cara e dar algumas explicações", realçou à agência Lusa o responsável, salientando que as preocupações dos alunos são partilhadas pela reitoria.

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Reconhecendo que "uma boa parte do edifício precisa de ser reparada", o vice-reitor revelou que está contratada, desde setembro passado, uma empresa para efetuar obras nas coberturas, que não arrancaram já devido ao período de chuvas.

"Vão iniciar obras agora e, até ao próximo semestre, tudo se vai resolver", sublinhou João Valente Nabais, indicando que, além das coberturas, a intervenção vai contemplar ainda pintura interior e substituição de caixilharia danificada.

Segundo o responsável, algumas salas de aula deste polo estão fechadas e não têm atividades letivas por existirem problemas de humidade devido a infiltrações nos telhados.

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O vice-reitor prometeu que a UÉ vai, junto da câmara e da empresa responsável, "tentar sensibilizar [estas entidades] para as dificuldades dos alunos", de forma a que os transportes "sejam melhorados e adaptados às [suas] necessidades".

Também em declarações à Lusa, Jéssica Rainho, aluna de 1.º ano de Psicologia, relatou que faltam com frequência cadeiras e mesas nas salas de aula e "veem-se bolores".

"Não dá bom aspeto, nem é bom para a saúde. E não me sinto motivada a ir para um sítio que está degradado", argumentou.

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Quanto à falta de transportes públicos, Jéssica Rainho contou que, esta manhã, deslocou-se para o polo num carro de um operador TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados).

"Não havia um transporte que pudesse apanhar para vir para cá. Além disso, o transporte demora 40 minutos, porque dá uma volta à cidade", acrescentou.

Os alunos também se queixaram da falta de casas de banho e de lugares no bar e refeitório e de autocarros cheios e com poucos horários.

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Este grupo de alunos está também a promover um abaixo-assinado para ser entregue na reitoria, em que é exigida a resolução de questões relacionadas com a UÉ e o ensino superior em geral, que já conta com mais de 250 assinaturas.

Frequentam o Colégio Pedro da Fonseca alunos dos cursos de Psicologia, Ciências de Educação e Educação Básica.

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