Alunos lançam o medo na escola

Há mais queixas contra o grupo de alunos da Escola Febo Moniz acusado de agredir um jovem de 14 anos, na semana passada, que se recusa a regressar às aulas com medo de represálias. Uma das queixas está a ser investigada pela GNR de Almeirim e foi apresentada pela mãe de um rapaz de 13 anos, que estuda no 6º ano.

12 de maio de 2011 às 00:30
escola, ensino, provas Foto: João Nuno Pepino
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A queixa foi formalizada a 12 de Abril, quando o menor foi sovado num ringue perto da escola. "O meu filho foi agredido fora da escola, mas depois contou o que se anda a passar lá dentro", relatou ontem ao CM Ana Cristina Lopes, acrescentando que o jovem tem sido alvo de agressões e ameaças desde Janeiro. "São os mesmos miúdos que bateram no outro menino e todos na escola sabem disso", afirmou.

No Tribunal de Almeirim, um médico atestou que o filho de Ana Cristina Lopes apresentava hematomas na zona lombar, no tronco e nos braços, provocados pelas agressões. "Perguntei-lhe onde tinha feito algumas nódoas negras, mas ele é muito fechado e dizia sempre que tinha sido no futebol", explicou a mãe, garantindo que "há mais miúdos que só não falam por medo".

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Quanto ao aluno agredido na semana passada, também do 6º ano – e que teve de receber tratamento hospitalar – continua sem ir à escola e ontem faltou à prova de aferição de Matemática. Em todo o País, cerca de 237 mil estudantes dos 4º e 6º anos realizaram a prova, cuja nota não conta na classificação final do ano lectivo, servindo para avaliar o modo como os objectivos e as competências de cada ciclo "estão a ser alcançados pelo sistema de ensino", refere o Ministério da Educação.

OPINIÕES DIVIDIDAS SOBRE A PROVA

Na Escola Serra da Gardunha, no Fundão, o ambiente entre os alunos à saída da prova era de alegria e optimismo em relação às notas. Os estudantes disseram estar à espera de um teste mais complicado. "Era muito fácil, para quem tenha estudado um bocadinho", disse Duarte Barata, de 11 anos. Rafael Louro, de 9 anos, mostrou opinião diferente. "Estudei muito todos os dias, mas não vou ter mais do que um C, porque não foi um exame muito fácil".

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NÍVEL DE EXIGÊNCIA "MAIS ADEQUADO" REFERE SPM

As provas de aferição de Matemática dos 1º e 2º ciclos do Ensino Básico possuem um "nível de exigência mais adequado do que em anos anteriores", considerou a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM). "A ausência nos enunciados deste ano de perguntas completamente desadequadas ao nível etário dos alunos e maior grau de complexidade das perguntas" são alguns dos pontos positivos referidos pela SPM.

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