Alunos na rua pedem ensino superior gratuito
De norte a sul, os estudantes querem universidades "mais democráticas". Marcha começa no Rossio, em Lisboa, e termina no Parlamento.
Estudantes do ensino superior, de norte a sul, saem esta terça-feira à rua, Dia Nacional do Estudante, para mais uma manifestação. Como reivindicação central têm a gratuitidade do ensino superior, aliada à “questão do alojamento público, a preços acessíveis, e uma maior democracia nas instituições de ensino”. Segundo Amélia Saraiva, presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da Universidade Nova de Lisboa, os estudantes querem sobretudo “uma maior representatividade e participação dos estudantes”.
A marcha inicia-se pelas 14h30, no Rossio, em Lisboa, e termina na Assembleia da República.
A dirigente diz ao CM que todos estes pedidos já foram enviados ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Apesar de terem tido resposta quanto ao alojamento estudantil, com Fernando Alexandre a assumir que “gosta” de ouvir falar no tema, o foco mantém-se na questão da propina. “Não deixamos passar isto, porque continua a ser um entrave grande à entrada no ensino superior”.
A expectativa é que se juntem associações académicas de todo o País, até porque “há diferentes maneiras de ver a questão, sobretudo ligadas à propina”. Além da AEFCSH, as associações académicas de Coimbra, Beira Interior, Minho, Aveiro, Trás-os-Montes e Alto Douro, Algarve e Madeira marcarão presença. A associação de Évora também estará presente.
Nas contas da dirigente, deverão estar na manifestação mais do que os cinco mil estudantes do ano passado. "Esta manifestação começou a ser planeada com mais tempo do que em 2025. É um dia para celebrarmos na rua e é para nos manifestarmos todos em relação a estas questões", remata.
Notícia corrigida às 12h55 do dia 23 de março para retificar que a manifestação é terça-feira (24 de março) e não esta segunda-feira.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt